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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ademar Silva

Ademar Silva (Ademar Marques Rataiesky), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em São Lourenço do Sul-RS, em 15 de novembro de 1943. Quando adolescente já tocava harmônica, tirando solos de seu compositor preferido Pedro Raimundo. Tocou com Teixeirinha no Rio Grande, Uruguai e Argentina.

Em 1961 gravou pela Philips Gaúcho forasteiro, de sua autoria e Leopoldo e Oito de maio, parceria com Pinheiro. No ano seguinte, lançou pela mesma gravadora, O amor que eu sonhei e Homenagem ao papai, parcerias com Leopoldo. Em 1963 gravou pela RCA as toadas Leva eu (Sodade), de Tito Neto e Alventino Cavalcânti e "Chuva do bem", de Demóstenez Gonzales.

Em 1968, lançou Rei dos pampas, composição de Raul Torres. Gravou também Vida triste, de Piraci e Lourival dos Santos. Apresentou-se em emissoras de rádio e de TV, circos, boates e teatros de diversos estados do Brasil.

Em 1975, gravou um LP pela Tropicana. Destacaram-se naquele LP, Saudades de Porto Alegre, de Roberto Stanganelli e Paraguassu, Felicidade, de Lupicínio Rodrigues, Velhas cartas, de Tonico, Tinoco e Zé Paioça e Sortes iguais, de sua autoria.

Entre 1975 e 1982, gravou quatro LPs pela Chantecler. Gravou, ainda, diversos discos pelas gravadoras PolyGram, Continental e Solo Livre.

Obras

Gaúcho forasteiro (Ademar Silva / Leopoldo), Homenagem ao papai (Ademar Silva / Leopoldo), O amor que eu sonhei (Ademar Silva / Leopoldo), Oito de maio (Ademar Silva / Pinheiro), Sortes iguais.

Discografia

Ademar Silva (1960) Phillips LP
Gaúcho forasteiro / Oito de maio (1961) Philips 78
O amor que eu sonhei / Homenagem ao papai (1962) Philips 78
Leva eu, sodade / Chuva do bem (1963) RCA Candem 78
Saudade da querência [S/D] Alvorada LP
Ademar Silva (1968) Chantecler LP
Ademar silva (1975) Tropicana LP
Ademar Silva (1976) Chantecler LP
Ademar Silva (1977) Chantecler LP
Ademar Silva (1981) Disco Tiaraju LP
Ademar Silva (1982) Chantecler LP
Ademar Silva (1983) PolyGram LP
Ademar Silva (1984) PolyGram LP
Ademar Silva (1985) PolyGram LP
Ademar Silva (1986) Continental LP
Ademar Silva (1990) Discoteca Gravações LP
Ademar Silva (1995) Solo Livre LP
Ademar Silva (1996) USA Discos LP

Fontes: http://www.musicapopular.org/ademar-silva; Dicionário Cravo Albin da MPB.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Teixeirinha, o Gaúcho Coração do Rio Grande


Vítor Mateus Teixeira, cantor e compositor, o Teixeirinha, nasceu em Rolante RS (3/3/1927) e faleceu em Porto Alegre RS (4/12/1985). Filho de carreteiro, tinha seis anos de idade quando o pai morreu. Três anos depois perdeu a mãe, vítima de um incêndio, e passou a sustentar-se fazendo biscates como entregador e vendedor ambulante.


Lançou-se artisticamente em circos e emissoras gaúchas do interior do Estado, apresentando-se depois em Porto Alegre RS, onde começou a obter popularidade cantando em churrascarias e programas folclóricos, acompanhando-se ao violão.

Fazendo programa na emissora de Passo Fundo RS, recebeu convite para gravar em São Paulo SP, estreando na Chantecler em 1959 como intérprete e autor de Xote Soledade e Briga de batizado.

Os primeiros discos não alcançaram repercussão, mas em 1961 tornou-se sucesso nacional com o lançamento de Coração de luto, toada em que narrava a morte da mãe, gravada em disco Copacabana. No mesmo ano, excursionando por cidades gaúchas, conheceu em Bagé a menina Mary Teresinha, acordeonista e cantora na rádio local, que se tornou sua acompanhante efetiva.

Obtendo enorme popularidade como autor e intérprete de um gênero misto de regionalista e sertanejo dirigido a um público bastante específico, passou a atuar no cinema, produzindo cinco filmes, dos quais foi também o argumentista e o ator principal: o primeiro foi o autobiográfico Coração de luto, de 1966, dirigido por Eduardo Llorenti, seguindo-se Motorista sem limites (1969) e Teixeirinha a sete provas (1972), ambos de Milton Barragan, e Ela tornou-se freira (1971) e Pobre João (1974), estes com direção de Pereira Dias.

Com mais de 40 LPs gravados, comandou na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, os programas Teixeirinha Canta para o Povo do Brasil e Teixeirinha Amanhece Cantando. Um dos líderes nacionais em vendagem de discos, sua vida foi até transformada em história em quadrinhos. Morreu no dia em que lançaria seu 119°disco, o LP Amor aos passarinhos.

Ao longo de 27 anos de carreira, compôs mais de 700 músicas, ganhou 13 discos de ouro no Brasil e um Galo de Ouro em Portugal. Em 1995, por ocasião dos dez anos de sua morte, foi homenageado em Porto Alegre com uma série de eventos.

Algumas músicas:


















































Veja também:


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Coração de luto

Teixeirinha - 1961
O senhor Vítor Mateus Teixeira, conhecido como Teixeirinha, nascido na cidade de Rolante, RS, em 3/3/1927, iniciou a carreira apresentando-se em circos e emissoras de rádio do interior gaúcho. Posteriormente apresentou-se em Porto Alegre, cantando em churrascarias e programas folclóricos.

Em 1959, gravou seu primeiro disco, onde interpretou o arrasta-pé "Briga no batizado" e o xote "Xote soledade", ambos de sua autoria. O disco não alcançou grande repercussão e ainda gravaria, naquele mesmo ano, mais dois discos.



Teixerinha
Em 1960, gravou o xote "Gaúcho de Passo Fundo" e a toada-milonga "Coração de luto", ambas de sua autoria. Com "Coração de luto", conheceu seu grande sucesso. A toada, composta quase ao acaso, tornou-se um clássico, com mais de um milhão de cópias vendidas, sendo gravada em 21 idiomas. Narra, em melodia e versos tristíssimos, a morte da mãe, carbonizada num incêndio, tragédia realmente ocorrida quando o compositor tinha nove anos.

Coração de luto (toada, 1960) - Teixeirinha
Intro: Am Em B7 Em 
 
                   B7                        Em 
O maior golpe do mundo que eu tive na minha vida 
                    B7                       Em 
Foi quando com nove anos perdiminha mae querida 
                    B7                       Em 
Morreu queimada no fogo morte triste e dolorida 
                  B7                         Em 
Que fez minha maezinha dar o adeus da despedida 
 
                  A7                      Dm 
Vinha vindo da escola quando de longe avistei 
                   A7                       Dm 
O rancho que nos morava cheio de gente encontrei 
                        A7                 Dm 
Antes que alguem me dissesse eu logo imaginei 
                    A7                       Dm 
Que o caso era de morte da maezinha que eu amei 
 
Intro 
                     B7                  Em 
Seguiu num carro de boi aquele preto caixao 
                  B7                   Em 
Ao lado eu ia chorando a triste separacao 
                    B7                       Em 
Ao chegar no campo santo foi maoir a exclamacao 
                    B7                   Em 
Taparam com terra fria minha mae do coracao 
 
                B7                          Em 
Dali eu sai chorando por mao de estranho levado 
                        B7                    Em 
Mas nao levou nem dois meses no mundo fui atirado 
                      B7                 Em 
Com a morte da minha mae fiquei desorientado 
                  B7                  Em 
Com none anos apenas por ese mundo jogado 
 
Intro 
                    B7                     Em 
Passei fome passei frio por esse mundo perdido 
                  B7                     Em 
Quando mamae era viva me disse filho querido 
                      B7                      Em 
Pra nao roubar nao matar nao ferir nem ser ferido 
 
                       B7                     Em 
Descansa em paz minha mae eu cumprirei seu pedido 
                    B7                        Em 
O que me resta na mente minha maezinha e teu vulto 
                B7                         Em 
Recebas uma oracao deste filho que e teu fruto 
                      B7                    Em 
Que dentro do peito traz o seu sentimento oculto 
                 B7                      Em  
Desde nove anos tenho o meu coracao de luto  Bis 

sábado, 18 de setembro de 2010

Vida de solteiro

Vida de solteiro - Teixeirinha

Tom: C7
Intro: F C7 F
                                   
Nascido e criado lá meu Rio Grande 
                                     C7
não tem quem me mande eu sou meu patrão
                                  
Encilho meu pingo quando amanhece 
                                   F
e quando anoitece estou noutro rincão
                                    
Chego numa festa de chapéu tapeado 
                                C7
não sou mal criado trato com respeito
                                  
Eu toco violão e sou bom cantador 
                             F
ser namorador é meu maior defeito
Int.
                                      
Gosto de carreira e de briga de galo 
                              C7
tenho um bom cavalo para condução
                                        
Por onde eu passo eu namoro um pouco
                                  F
mas eu não sou louco prender o coração
                                       
As moças perguntam porque não me caso 
                              C7
eu não me atraso pra dar a resposta
                                   
Eu sou muito novo e se eu me casar 
                              F
irei carregar uma mulher nas costas
Int.
                                        
As velhas implicam por que não me amarro 
                                C7
só ponho no barro algum namoradinho
                                          
Conheço as morenas, das loiras eu entendo
                                 F
 mas não me arrependo de viver sozinho
                                       
Em porta de baile eu arrasto as esporas 
                              C7
briga sem demora logo me aparece
                                 
Puxo meu facão e no meio da sala 
                                 F
eu encho de bala quem não me obedece
Int.
                                     
A vida é tão curta por isso aproveito 
                                  C7
vivo desse jeito até quando eu quiser
                                    
Quero aproveitar a vida de solteiro 
                                   F
gasto meu dinheiro e não quero mulher
                                    
Se eu me casar eu perco a liberdade 
                                  C7
vou sentir saudade das noites de farra
                                          
Mais quando eu cansar de viver na orgia aí, 
                             F
qualquer dia uma moça me agarra

Verde e amarelo

Verde e amarelo - Teixeirinha

Tom: F
Intro: F C7 F
Sou caboclo amante da minha terra de um ranchinho lá da serra
                    C7
Eu cheguei estou aqui
Sou tão simples como a flor da pitangueira 
mas eu conheço a bandeira
                  F             C7              F
Desta terra brasileira pátria amada onde eu nasci
Bb
Não desfaça da minha simplicidade da vergonha e da hombridade
                        C7
Que eu trouxe da verde mata
       Bb                       F
Sou caboclo, sou a água da cachoeira
                  C7                      F
Sou o sabiá laranjeira sou a lua cor de prata
Int.
Sou caboclo, da bandeira o amarelo 
sou os trigais dourado e belo
                    C7
Sou a soja e o arrozal
Sou o verde da bandeira, o campo, é céu o Brasil é meu troféu
                  F              C7        F
O caboclo sem chapéu cantando o hino nacional
Bb
Sou vinte e duas estrelinha cor da água 
sou um brasileiro sem mágoa
                  C7
A grandeza do universo
       Bb                      F
Sou a haste da bandeira, sou azul
                   C7                    F
Sou o cruzeiro do sul sou a ordem o progresso
Int.
Sou caboclo deste Brasil continente sou a bandeira imponente
                 C7
Amo ela e não é pouco
Se um irmão do meu verso desmerece menos do que eu conhece
                    F         C7           F
A bandeira que enaltece este meu Brasil caboclo
Bb
O bom Jesus nasceu de Maria santa e este caboclo que canta
                   C7
De outra Maria nasceu
         Bb                        F
Outra Maria eu casei e me beija a boca
                  C7                      F
É a mais linda cabocla brasileira que nem eu
Int.
 

Veneno na terra

Veneno na terra - Teixeirinha

Tom: Ab7
Intro: Db Ab7 Db
                               Ab7
Veio o progresso destruiu as matas 
                              Db
e os passarinhos já foram embora
                            Ab7 
Os que não foram o veneno matou 
                                    Db
ai que tristeza o Rio Grande de outrora
                                 Ab7  
Sei que o progresso é muito importante 
                                 Db
mais muita coisa ele também destrói
                          Ab7    
A natureza silvestre e saudável 
                           Db
não tem mais, o coração me dói
                             Ab7 
Não vejo as águas dos rios e riachos 
                              Db
tão cristalina como antigamente
                           Ab7  
Onde as espécies matavam a sede
                          Db
e a natureza sorria pra gente
                           Gb  
Veneno bravo do progresso louco 
        Ab7             Db
poluiu tudo desgraçadamente
Int.
                           Ab7   
É muito lindo verduras plantadas 
                                Db
ver os trigais, os arrozais também
                         Ab7    
Mais á na base do puro veneno 
                            Db
então me diga que graça isso tem
                               Ab7   
Ganância triste querem plantar tudo 
                           Db
por que não plantam só a metade
                             Ab7   
Preservem as matas e mãe natureza 
                        Db
que dá saúde para humanidade
                               Ab7 
Como é que antes plantavam a colhiam 
                           Db
sem o veneno não havia a fome
                            Ab7     
Por que um inseto combatia o outro 
                           Db
 e não morria envenenado o homem
                               Gb     
Mas gananciosos derrubaram as matas 
       Ab7                 Db
e é só veneno que o povo consome
Int.
                         Ab7   
Quero a volta das verdes matas 
                               Db
quero as espécies do animal nativo
                         Ab7   
Quero os peixes de águas puras 
                            Db
e também quero o progresso vivo
                       Ab7    
Quero retorno dos passarinhos 
                                Db
quero a pureza dos campos e da serras
                             Ab7
Pra não matar o homem do amanhã 
                           Db
não ponham mais veneno na terra
                            Ab7
Quero que morra o cientista burro 
                            Db
e no caixão leve todo o veneno
                               Ab7   
Quero que nasce um cientista humano 
                            Db
com outra química para o terreno
                                 Gb  
Vão se unir as matas e as plantações, 
         Ab7                Db
e amanhecer molhados de sereno
Int.
 

Velho casarão

Velho Casarão (xote) - Teixeirinha

LP 20 Anos de Glória - 1979

Tom: E
Intro: E A B7 E
B7   
Velho casarão já quase tapera 
                                   E
da grande figueira sombreando o telhado
                             B7   
Se ela falasse contava a história 
                                    E
de quem te plantou há um século passado
                                      B7 
Mas como eu sou neto de quem lhe plantou 
                              E
eu conto a história casarão amado
                              A   
Nas suas paredes tem furo de bala 
                               B7
das revoluções que a história fala
    A                               B7   
Serviu de trincheira a varanda e a sala 
                              E
pra seu construtor meu avô afamado
Int.
                              B7 
Ali meu avô os doze filhos criou 
                                E
sou filho que um empunhou a bandeira
                              B7 
Meu avô morreu e ficou o meu pai 
                                  E
mandando na estância pela vida inteira
                                     B7   
Meus tios foram embora pra outra querência 
                                      E
ficou o casarão que foi sempre trincheira
                                     A   
Na frente o meu pai seu chimarrão tomava 
                           B7
comigo no colo ele me embalava
    A                           B7   
Com a minha mãe os dois cantarolavam 
                                 E
para mim dormir na sombra da figueira
Int.
                                    B7   
Lá por trinta e dois houve outra revolta 
                                E
as forças chegaram e foram invadindo
                                   B7 
Meu pai minha mãe abraçados aos fuzis 
                              E
velho casarão outra vez resistindo
                               B7   
Lá do meu berço eu sai engatinhando 
                          E
pra ver e ouvir a bala zunindo
                                 A    
As forças recuaram acabou a desgraça 
                             B7
a figueira grande abafou a fumaça
     A                               B7   
Meu pai demonstrou ter ficado com a raça 
                                E
do meu velho avô que brigava sorrindo
Int.
                              B7   
Casarão querido da grande figueira 
                              E
ali fiquei moço faceiro e pachola
                                   B7  
Meu pai me ensinou a ser bom cantador 
                            E
e o primeiro acorde de uma viola
                                     B7  
Depois veio a morte e levou os meus pais 
                                 E
sai pelo mundo minha fama minha rola
                               A   
Quando ficar velho, velho casarão 
                             B7
volto pra contigo tombar no chão
     A                             B7 
Da grande figueira quero o meu caixão 
                              E
e pra minha alma o céu por esmola
Int.

Infância frustrada

Infância frustrada - Teixeirinha

Tom: E
Intro: D  A  E7  A
E7       A
O fim do ano está chegando novamente
                                      E7
Me faz lembrar da minha infância tão cruel!
          D                        A
Eu me frustrava, como eu me sentia mal
                               E7
Naquele dia: vinte e cinco do Natal
                                     A
Pobre de mim! Não tinha o bom Papai Noel.
REFRÃO
       E7                           A
Papai Noel, quanta tristeza você me dava
       E7                                 A
Papai Noel, no meu ranchinho você não chegava!
Int.
                           E7         A
Naquele tempo pensei que o bom Papai Noel
                                    E7
Ele viesse pra criançada toda em geral
       D                           A
Acreditava ardorosamente no bom velhinho
                                   E7
Que também vinha poro menino pobrezinho
                                          A
Vem até hoje mais só quem pode ganha o Natal
E7                           A
Papai Noel velhinho esnobe, é comercial
        E7                                  A
Papai Noel por isso os pobres não ganham Natal
E7             A
Papai Noel hoje eu entendo quem é você
                                          E7
É um comerciante que só propaga na televisão...
            D                          A
Não vem do céu, como eu pensava, antigamente
                                  E7
Ainda judias do pobrezinho do inocente
                                       A
Como judiava do coitadinho do meu coração
E7                            A
Papai Noel hoje eu me vejo em cada criança
        E7                          A   E7  A
Papai Noel que continuas na desesperança

Vai cantador

Vai cantador - Teixeirinha

Tom: D
Intro: A7 D A7 D  
 
D                   A7             D 
Ponteando sua viola lá vai indo o cantador 
                                              A7 
Nos seus versos bem rimados vai cantando a sua dor 
          G                             D 
Sua voz cheia de mágoa sai do peito sofredor 
  A7                                                      D 
Na sua melancolia eu ouvi quando dizia saudades de um grande amor. 
 A7                     
Vai cantador, desabafa tua mágoa, pra onde tu vais eu venho 
                                                      D 
Notes bem que eu também tenho, os meus olhos rasos d'água. 
 
D              A7                 D 
Escuta minha tristeza no ponteio da viola  
                                        A7 
Os acordes doloridos é o pouco que me consola  
          G                                 D 
Pareço um menino triste que ainda não teve escola  
                           A7                             D 
Pareço com o jogador que jogou o próprio amor agora pede esmola. 
                 A7                                                     
Vai cantador, tu vais voltar como eu quem vai atrás  de guarida 
                                        D         
Nos caminhos desta vida saudades nunca morreu. 
 
D                   A7                 D 
Viola quando eu morrer vou te deixar de herança 
                                          A7 
Pra aquela ingrata mulher uma dia terá lembrança 
  G                                       D 
De chegar na campa fria nem que seja por vingança 
 A7                                                       D 
Depositar uma flor para o triste cantador que eternamente descansa 
    A7                                       
Vai cantador que de volta estou chegando não há consolo alem 
                                               D 
Irás aonde eu fui também, também voltarás chorando.

Um mundo de amor

Um mundo de amor - Teixeirinha

Tom: Dm
Intro: Dm A7 Dm
Que bom se eu pudesse um dia 
                               A7
levar alegria pra quem tem tristeza
                                  
Que se eu fosse mais que os nobres 
                                    Dm
pra levar aos pobres o pão sobre a mesa
                                           D7           Gm
Quem bom seu pudesse sair fazer o surdo ouvir e mudo falar
                         Dm                          A7
Que bom se eu pudesse fazer o paralítico andar e correr
                                  Dm
E o bom ceguinho eu fizesse enxergar
C
(Eu não queria ser cristo senhor
             Bb                 A7
Nem eu o cantor que vive de canções
           Gm              Dm
Eu simplesmente só queria ser
                                   A7
Um homem qualquer que tivesse o poder
     Bb      A7               Dm
Pra dar alegria a tantos corações)
Int.
                                        
Que bom se eu pudesse agora para as mães 
                               A7
que choram buscar seu filho amado
                               
Que bom se eu pudesse acalmar 
                                Dm
a viúva a chorar, o esposo sepultado
                                     
Que bom se eu pudesse a amante curar
                    D7       Gm
num instante seu coração da dor
                             Dm
Se eu pudesse os enfermos curar 
                        A7
e as guerras pudesse acabar
                               Dm
E fazer do mundo um mundo de amor
( )Int.
                                
Que bom se eu pudesse ao ladrão 
                                     A7
lhe tornar cidadão de roubar ele deixasse
                                           
Que bom se eu tornasse o bandido num bom pai, 
                                  Dm
bom marido da prisão eu lhe soltasse
                                               D7         Gm
Que bom se ao ébrio eu pudesse e ele viesse do álcool deixar
                                   Dm  
Que bom que seria e que prazer profundo 
                               A7
se eu pudesse dar paz a este mundo
                              Dm
Para todos crescer, viver e amar
( )Int.
 

Última ginetiada

Última ginetiada - Teixeirinha

Tom: C#7
Intro: F# C#7 F#
C#7 
Eu encilhei o meu cavalo e levei outro 
                                  F# 
fui convidado pra uma linda ginetiada
        B        Cº           F#   
Sai do rancho virava de meia noite 
          C#7                     F#
a estrela Dalva repontava a madrugada
                                 C#7   
Cheguei na festa o dia vinha clareando 
                                 F#
chegava o povo de carreta e a cavalo
         B              Cº          F#     
As oito horas tinha um concurso de rédeas, 
         C#7                      F#
as dez e meia outro concurso de pealo   Bis
Int.
                                    C#7   
Levei um zaino e um tordilho bom de rédeas 
                                    F#
com dois cavalos e com sobra de recursos
           B          Cº           F#   
Passei do zaino os arreios pra tordilho, 
         C#7                    F#
já levantei com o primeiro concurso
                                 C#7  
As dez e meia outro concurso de pealo 
                                 F#
passei pro zaino os arreios novamente
            B          Cº            F#   
Soltaram o potro, meu laço estava armado, 
         C#7                       F#
botei certinho nas duas patas da frente   Bis
Int.
                                 C#7   
Ao meio dia o churrasco foi um colosso 
                                 F#
cantei um xote pra saudar a gauchada
         B          Cº          F#  
No entrevero vi tanta prenda bonita, 
         C#7                     F#
no meio delas minha antiga namorada
                                 C#7    
E a meia tarde uma sanfona só chorava, 
                                F#
deu um fandango e eu já me misturei
        B          Cº         F#   
O sanfoneiro era o Adelar Bertussi, 
             C#7                       F#
por ser dos bons tirei a prenda e dancei    Bis
Int.
                                C#7  
Entrou a noite o fandango se animou, 
                              F#
como foi lindo aquele divertimento
           B        Cº          F#  
A minha antiga namorada estava bela 
           C#7                     F#
chamou seu pai e já marquei o casamento
                                C#7 
Passei por lá uma semana e me casei 
                                F#
genro fiquei do seu Antônio Maximino 
         B         Cº          F# 
Me despedi da gauchada e retornei 
          C#7                     F#
eu vim no zaino e ela veio no tordilho   Bis
Int.
 

Última carta

Última carta - Teixeirinha

Tom: D
Intro: D  A7  D  A7  D
D
Eu recebi uma carta
                     A7
De um amor que já gostei
Saudades mandou lembranças
                D
Por isto já esperei
Mas agora é muito tarde
                      A7
Tuas cartas eu já queimei
                   Em
E o teu retrato morena
         A7       D
Por desaforo rasguei
Quantas noites sem dormir
                 A7
Por tua causa passei
Perdi momentos preciosos
                     D
Nas vezes que te visitei
         
Quantos versos de autoria
                 A7
Pra você eu dediquei
                    Em
Não respondo a sua carta
         A7      D
De ser traído cansei
O prazer que ainda me resta
                      A7
Que de tudo eu me vinguei
O amor que deste a outro
                   D
Eu primeiro que gostei
Os lábios que outro beija
                   A7
Eu primeiro que beijei
                   Em
Eu não estou me gabando
      A7          D
Teu nome não declarei
Na firma do nosso amor
                    A7
Um erro grande eu achei
Botaste um sócio honorário
                   D
Por isto eu me retirei
Resposta da tua carta
                      A7
É estes versos que cantei
                Em
Sociedade com outro
     A7          D
No amor nunca gostei

Tropeiro velho

Tropeiro velho (xote) - Teixeirinha

Tom: E7
Intro: A E7 A
E7   
Tropeiro velho de tanta tristeza 
                             A
esconde o rosto na aba do chapéu
                              E7  
Olha os cravados no fogo do chão 
                           A
olha a fumaça subindo pro céu
                                   E7    
Quebra de um tapa o seu chapéu na testa 
                            A
esqueça os teus oitenta janeiros
                             E7  
Repare os campos lá vem a boiada 
                          A
ela estrada gritando tropeiro
          A7                  D       
Tropeiro velho não levanta os olhos 
                                 A
não tem mais força é o peso da idade
                        E7   
Acabrunhado à beira do fogo 
                          A
está morrendo de tanta saudade     Bis
Int.
                            E7  
Tropeiro velho sou um moço novo 
                        A
uma proposta te farei agora
                               E7  
Me dá teu pala o relho e o chapéu 
                              A
bombacha e botas e o par de esporas
                               E7  
Me dá o cavalo e o arreio completo 
                                A
vou continuar no teu lugar tropeando
                           E7    
Tropeiro velho levantou os olhos 
                             A
sentado mesmo me abraçou chorando
            A7                     D    
Beijou meu rosto e foi fechando os olhos 
                          A
entregou tudo e morto tombou
                               E7   
Morreu feliz porque vou continuar 
                             A
as tropeadas que ele tanto amou      Bis
Int.
                             E7   
Enterrei ele na beira da estrada 
                               A
pra ver a tropa que passa e se vai
                           E7 
Vejam na cruz vocês vão saber 
                                  A
tropeiro velho era o meu próprio pai
                            E7    
Adeus meu pai tropeiro dos pampas 
                             A
teu pensamento cumprirá teu filho
                            E7   
Estou fazendo aquilo que fizeste 
                                 A
grita a boiada em cima de um lombilho
          A7                     D  
Tropeiro velho hoje descansa em paz 
                              A
estou fazendo aquilo que ele fez
                            E7   
Os anos passam também fico velho 
                            A
vou esperando chegar minha vez
Int.
 

Triste madrugada

Triste madrugada - Teixeirinha

Tom: E
Intro: E E7 A B7 E
B7            E                
Vem vindo a madrugada, como é triste 
                              B7
  lá vou eu perambulando pelas rua
        A                        B7 
Sou um vulto sem destino a caminhar 
                                 E
   companheiro da querida imagem sua
      A                              
Você dorme nesta hora, sei que dorme 
                           B7           E
   e não sabe que eu me encontro tão sozinho
                             B7 
Relembrando o passado tão feliz 
                                 E
    quando era todo meu o seu carinho
Int.
                 B7            E     
Eu queria nesta hora estar juntinho 
                                     B7
   dos teus braços a chorar no seu ouvido
     A                       B7   
Escutar dos teus lábios soluçando 
                                 E
  fica sempre aqui comigo amor querido
         A                         
Como é triste esta fria madrugada 
                     B7          E
   acordado estou sonhando com você
                          B7   
Minha bela e querida namorada 
                                     E
  não quer mais o meu amor não sei porque
Int.
                       B7         E   
Se eu morresse nesta triste madrugada 
                          B7
    seria tão alegre para mim
       A                       B7 
Eu deixava de sofrer por teu amor 
                                  E
    minha mágoa, minha dor teria fim
       A                             
Lá na campa onde eu ia repousar você 
               B7          E
    talvez levaria-me uma flor
                                  B7  
Lia o meu nome escrito na santa cruz 
                                      E
    este infeliz aqui morreu por teu amor
Int.

Tordilho negro

Tordilho Negro - Teixeirinha

Tom: A
Intro: D A7 D
A7
Correu notícia de um gaúcho lá na estância do paredão
                                                         D
Tinha um cavalo tordilho negro foi mal domado ficou redomão
       G                                       A7
Esse gaúcho dono do pingo desafiava qualquer peão
                           
Dava o tordilho negro de presente 
                                       D
        pra quem montasse sem cair no chão
          G                                             A7
Eu fui criado na lida de campo não acredito em assombração
                                                       D
Fui na estância topar o desafio correu boato na população
Int.
                                                         A7
Era um domingo clareava o dia puxei o pingo e o povo reuniu
                                    
Joguei os trastes no lombo do taura 
                                    D
       murchou a orelha tive um arrepio
         G                                                  A7
Botei a ponta da bota no estribo algum gaiato por perto sorriu
                                                              D
Ainda disseram comigo eram oito que boleou a perna montou e caiu
           G                                              A7
Saltei do lombo e gritei pro povo este será o último desafio
                                
Tordilho negro berrava na espora 
                                        D
       por vinte horas ninguém mais nos viu
Int.
                           
Mais de uma légua o pingo corcoveou 
                                     A7
      manchou de sangue a espora prateada
                                                          D
Anoiteceu o povo pelo campo procurando o morto pela invernada
           G                                                A7
Compraram vela fizeram o caixão a minha alma estava encomendada
                                                            D
A meia noite mais de mil pessoas deixaram da busca desacorçoadas
        G                                                 A7
Dali a pouco ouviram o tropel olharam o campo noite enluarada
                                  
Eu vinha vindo no tordilho negro feliz 
                                   D
          saboreando a marcha troteada
Int.
                               
Boleei a perna na frente do povo   
                                      A7
         deixei a rédea arrastar no capim
                                                             D
Banhado em suor o tordilho negro ficou pastando ao redor de mim
            G                                             A7
Tinha uma prenda no meio do povo muito gaúcha eu falei assim
                                                           D
Venha provar a marcha do tordilho faça o favor monte no selim
          G                    
Andou no pingo mais de meia hora 
                                    A7
        deu me uma rosa lá do seu jardim
                               
Levei pra casa meu tordilho negro 
                                           D
         é mais uma história que chega no fim

Int.

Só espero ser feliz

Só espero ser feliz - Teixeirinha

Tom: C7
Intro: F C7 F
C7    
Adeus amigos companheiros de serestas 
                                  F
eu me despeço desta noite dos senhores
                                         C7 
Levo lembranças, recordações das nossas festas 
                                          F
das serenatas, noites lindas, tantos amores
                                  C7
Hoje pra sempre me despeço da boemia 
                                   F
deixo a cidade, volto para o interior
                                       C7   
Eu tenho alguém que lá espera noite e dia 
                                    F
já me cansei e vou viver pra aquele amor
Int.
                                   C7 
Minha querida estou de volta para ti 
                                          F
sofreste muito com minha ausência lá na cidade
                                    C7  
Eu fui rapaz muito boêmio, me diverti 
                                       F
minha adorada, primeiro amor, me deu saudade
                                        C7  
Trouxe o violão toda herança do meu passado 
                                  F
quero cantar depois do nosso casamento
                                      C7    
As serenatas ao teu ouvido, só a teu lado 
                               F
e te amar por toda vida fiz juramento
Int.
                                           C7  
Não chores muito, meu grande amor, tenha alegria 
                                     F
por que o boêmio que tu amas hoje se cala
                                      C7 
O meu passado encerro hoje nesta melodia 
                                    F
e o violão vai pra parede da nossa sala
                                C7  
Quero beijar a tua boca com ternura 
                                   F
te abraçar forte junto ao meu coração
                                        C7    
Quero esquecer as minhas noites de aventuras 
                                    F
quando eu cantar só para ti esta canção
Int.
                                   C7   
Deus abençoe o nosso lar por toda vida 
                                 F
quero moral, quero respeito e orações
                                  C7  
Também prometo ser fiel minha querida 
                                    F
do bom casal são todas estas obrigações
                                         C7  
Por me esperar por tanto tempo e ser sincera 
                                    F
eu agradeço por todo o bem que me quis
                                      C7   
Serás pra mim sempre a primeira primavera 
                               F
e o teu boêmio só espera ser feliz   Bis
Int.
 

Santa Catarina

Santa Catarina - Teixeirinha

Tom: F
Intor: F C7 F 
C7 
Quero te saudar cantando minha Santa Catarina 
                                          F 
Eu não fui nascido aí, mas tudo aí me fascina 
                                         C7 
As tuas praias de mar majestosa obra divina 
                                                 F 
As montanhas verdejantes com a água do mar combina 
       Bb              C7 
Tua linda Florianópolis se espelha no verde mar 
       Bb            F            C7        F 
Contrasta com a natureza e uma sereia a cantar 
           Bb           C7 
A lua derrama prata depois que a noite desce 
      Bb                F          C7            F 
O sol se transforma em ouro depois que o dia amanhece 
 
C7 
Linda Santa Catarina da extensão da grandeza 
                                                 F 
Tuas serras são encantos e os teus vales é só beleza 
                                              C7 
Tuas cidades festivais não há sinal de tristeza 
                                     F 
Tua gente me comove com tanta delicadeza 
       Bb          C7 
Tuas louras e morenas tem perfume da flor 
       Bb          F         C7          F 
Canto Santa Catarina quase morrendo de amor 
         Bb            C7 
Mulher feia nesta terra não poderia nascer 
         Bb         F        C7          F 
Dentro de tanta beleza só beleza pode haver 
 
C7 
Meu povo catarinense, meu amigo, meu irmão 
                                            F 
Faz divisa com o Rio Grande no meio do coração 
                                         C7 
Catarinense e o gaúcho tem a mesma tradição 
                                                   F 
É só me estender o braço que eu te alcanço o chimarrão 
           Bb          C7 
Finco o espeto na divisa, carne gorda e bem assada 
        Bb             F           C7              F 
Me alcance a tua farinha que alcanço a faca prateada 
         Bb            C7 
Tomamos o nosso vinho, selo da nossa amizade 
       Bb            F         C7        F 
Brindamos Getúlio Vargas e Anita Garibaldi 

Relho trançado

Relho Trançado - Teixeirinha

Tom: E
Intro: A  E7  A  E7  D  A  E7  A
E7
Um mau elemento me desafiou
                                 A
De certo não sabe ainda quem eu sou!
                            E7
Me pediu resposta,aqui eu estou,
   D         A        E7      A
Esperando a briga que tu me marcou!
E7
Tu sabe onde eu moro e por onde eu passo,
                                   A
A raça que eu tenho e a força do braço.
                                  E7
Trás o teu trabuco e as balas de aço,
   D        A          E7         A
Tu erras os tiros e eu te passo o laço!
E7
Meu relho trançado eu carrego comigo
                                    A
É a arma que eu tenho prá fraco inimigo!
                                 E7
Tu puxa o trabuco e eu sou um perigo
  D           A        E7        A
E marco o teu lombo no sistema antigo.
E7
Velhinho ordinário, tu já é arroz,
                              A
Pelo teu recado o filho vem depois!
                                 E7
Eu conheço a tropa e o mugir dos bois
     D       A             E7       A
Traz o filho junto, que eu bato nos dois!
E7
Cão que muito ladra não morde ninguém
                                   A
Quem manda recado é certo que não vem!
                                   E7
Mas, se acaso vir, já me preparei bem:
    D         A       E7      A
Meu relho trançado muita fama tem!
E7
Tu, antes de vir, compra a uma gamela,
                                   A
Ponha sal bem grosso e água morna nela
                                  E7
Prá salgar teu lombo, também as canela,
   D          A        E7        A
Depois cala a boca, língua de tramela! 
Int.: A  E7  A  E7  D  A  E7  A

Querência amada

Querência amada (xote) - Teixeirinha


Tom: A
Intro: E A E B7 E
A
Quem quiser saber quem sou olha para o céu azul
B7                    A           B7       E
E grita junto comigo viva o Rio Grande do Sul
                        A
O lenço me identifica qual a minha procedência
 B7                        A      B7       E
Da província de São Pedro padroeiro da querência
B7                E              B7           E
Ó meu Rio Grande de encantos mil disposto a tudo pelo brasil
            B7             E                 B7
Querência amada dos parreirais da uva vem o vinho
                                         E
Do povo vem o carinho bondade nunca é demais
A
Berço de flores da cunha e de borges de medeiros
 B7                       A      B7      E
Terra de Getúlio Vargas presidente brasileiro
                           A
Eu sou da mesma vertente que deus saúde me mande
      B7                       A       B7          E
E que eu possa ver muitos anos o céu azul do rio grande
B7            E                B7          E
Te quero tanto torrão gaúcho morrer por ti me dou o luxo
            B7               E
Querência amada planícies e serras
                  B7
Os braços que me puxa da linda mulher gaúcha
                 E
Beleza da minha terra
A
Meu coração é pequeno porque deus me fez assim
B7                        A        B7        E
O Rio Grande é bem maior mas cabe dentro de mim
                          A
Sou da geração mais nova poeta bem macho e guapo
 B7                       A           B7         E
Nas minhas veias escorrem o sangue herói dos farrapos
B7                E             B7             E
Deus é gaúcho de espora e mango foi maragato ou foi chimango
            B7               E                     B7
Querência amada meu céu de anil este Rio Grande gigante
                                              E
Mais uma estrela brilhante na bandeira do Brasil

Que droga de vida

Que droga de vida (valsa) - Teixeirinha

LP Que Droga de Vida - 1982

Tom: C
Intro: C G7 F G7 C G7 F C G7 C 
 
Que droga de vida que eu estou levando 
                           G7 
com esta mulher está me matando 
                 F                   G7   
Com tantas mulheres que existe no mundo 
                                C 
suspiro profundo com outra sonhando 
                                      
Que droga de vida que estou alegando 
                           G7 
com esta mulher me sacrificando 
                F                 G7    
Há outras mulheres da alma mais pura 
                                C 
 minha procura e eu vivo enjeitando 
 
G7                   C  
Que droga de vida mais a culpa é minha 
              G7                C 
 não é uma rainha pra me chicotear 
                  F                  C   
Que tenha um coração igual a um tesouro
             G7               C 
 e eu sou um tolo deixo me judiar   
 
Que droga de vida que eu estou passando 
                           G7
com esta mulher só me castigando 
                 F                   G7   
Tem outras mulheres que tem mais beleza 
                                   C 
mais tenho certeza que estou acordando 
                            
Que droga de vida que estou    
                                   G7 
amargando com esta mulher me amargurando 
                 F                    G7 
Vou mostrar pra ela que eu venço o duelo 
                                       C 
em outro castelo alguém está me esperando 
 
G7                   C 
Que droga de vida que viver tristonho 
               G7                C 
quero ser risonho com um novo amor 
              F                  C
Quero ser feliz tenho esse direito 
              G7              C 
de tirar do peito essa triste dor 
                 
Que droga de vida que vivo chamando 
                               G7 
pra essa mulher que esta me escutando 
                 F                    G7 
Tem outras mulheres que estão me querendo   
                               C
e eu padecendo e ela me esperando 
                                      
Que droga de vida mais está acabando 
                             G7 
com essa mulher o fim tá chegando 
              F               G7
Com outra mulher estou de namoro 
                             C 
coração de ouro estou te amando 
 
G7               C   
Darei bela vida será mesmo assim 
             G7               C 
levarei para mim uma linda mulher 
              F                C  
Deixei para outra cruel e fingida 
             G7                 C 
da droga de vida faça o que quiser