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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cantigas de Roda


As cantigas de roda são primordiais para se conhecer os  costumes, o cotidiano das pessoas, festas, pratos típicos, brincadeiras, crenças locais e paisagem. Normalmente de origem antiga vão sendo passadas oralmente pelas gerações.

Introdução

Pode parecer curioso para alguns falar-se em cantigas ou brincadeiras-de-roda nos dias de hoje. Em tempos, em que estas manifestações da cultura popular espontânea estão com o seu espaço tão diminuído.

Nas ruas, nas praças, nos quintais está mais raro de se ver ou ouvir-se das bocas infantis aquelas canções que, na simplicidade das suas melodias ritmos e palavras, guardam séculos de sabedoria e a riqueza condensada do imaginário popular.

Porém, sem estarem em alta, também não estão extintas. E configurando uma situação contrastante e quase contraditória - é certo que muitas vezes tendo partes omitidas ou formas esquecidas e transformadas, elas sobrevivem à era do computador. Talvez como um reflexo da busca do contato com a expressão genuína e ancestral que é, em última instância, insubstituível.

O fato é que toda esta conjuntura não altera em nada o teor valoroso intrínseco às Cantigas e Brincadeiras-de-roda. Elas continuam contendo símbolos fecundadores de toda a vida subjetiva, e continuam funcionando como pretextos maravilhosos para a criança experimentar o seu corpo, a linguagem, e para descobrir-se a si própria ao mesmo tempo se revelando ao outro e inserindo-se no convívio social.

Cantigas de Roda e o Folclore

Cantiga ou ciranda de roda é um tipo de canção popular, de caráter folclórico, que está diretamente relacionada com a brincadeira de roda. A prática é comum em todo o Brasil e faz parte do folclore brasileiro. Consiste em formar um grupo com várias crianças, dar as mãos e cantar uma música com características próprias, como melodia e ritmo equivalentes à cultura local, letras de fácil compreensão, temas referentes à realidade da criança ou ao seu universo imaginário e geralmente com coreografias.

Esta prática, hoje em dia não tão presente na realidade infantil como antigamente devido às tecnologias existentes, é geralmente usada para entretenimento de todas as idades em locais como colégios, creches, parques, etc.

Há algumas características que elas têm em comum, como por exemplo, a letra. Além de ser uma letra simples de memorizar, é recheada de rimas, repetições e trocadilhos, o que faz da música uma brincadeira. Muitas vezes fala da vida dos animais, usando episódios fictícios, que comparam a realidade humana com a realidade daquela espécie, fazendo com que a atenção da criança fique presa à história contada pela música, o que estimula sua imaginação e memória. São os casos das músicas A barata diz que tem, Peixe vivo e Sapo jururu.

Em outros casos, algum objeto cria vida, ou fala-se de amor que para as crianças é representado principalmente pelo casamento, já que o exemplo mais próximo delas é o dos pais. Há ainda as que retratam alguma história engraçada, divertida para as crianças. Contudo, não podemos deixar de destacar as cantigas que falam de violência ou de medo. Apesar de esse ser um tema da realidade da criança, em algumas cantigas ele parece ser um estímulo à violência ou ao medo. Atualmente algumas canções vêm sendo alteradas por pessoas mais preocupadas com a influência das músicas na mente infantil.

Não há como detectar o momento em que as cantigas de roda, já que além de terem autoria anônima, são continuamente modificadas, adaptando-se à realidade do grupo de pessoas que as canta. São também criadas novas cantigas naturalmente em qualquer grupo social.

De acordo com Cascudo (1988), autor que se destaca pelo seu brilhante estudo e grande empenho a respeito do assunto, as cantigas de roda tem um caráter constante. “(…) apesar de serem cantadas uma dentro das outras e com as mais curiosas deformações das letras, pela própria inconsciência com que são proferidas pelas bocas infantis.” (ibid., p 676) Elas são transmitidas oralmente abandonadas em cada geração e reerguidas pela outra “numa sucessão ininterrupta de movimento e de canto quase independente da decisão pessoal ou do arbítrio administrativo.” (ibid., p. 146).

Como podemos confirmar é de acordo com a sua utilização pelas crianças que a cantiga vai se tornando popular. As cantigas hoje conhecidas no Brasil têm origem européia, mais especificamente de Portugal e Espanha. Não é notável, porém, esta origem, pois as mesmas já se adaptaram tanto ao folclore brasileiro que são o retrato do país.

As cantigas de roda são de extrema importância para a cultura de um local. Através dela dá-se a conhecer costumes, cotidiano das pessoas, festas típicas do local, comidas, brincadeiras, paisagem, flora, fauna, crenças, dentre muitas outras coisas.

O folclore de determinado local vai sendo construído aos poucos através não só de cantigas de roda, mas também de histórias populares contadas oralmente, cantigas de ninar, lendas, etc.

“O folclore inclui nos objetos e fórmulas uma quarta dimensão sensível ao seu ambiente” (Câmara Cascudo).

Fontes :Cantigas e Brincadeiras-de-Roda na Musicoterapia; Cantigas de Roda - InfoEscola.

Veja também: Cantigas de Roda - Letras de músicas e cifras

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Você gosta de mim

Você gosta de mim (cantiga infantil)

É uma roda de crianças e uma no meio. Cantam as da roda:

Você gosta de mim, ó fulana
Eu também de você, ó fulana
Vou pedir a teu pai, ó fulana
Pra casar com voce, ó fulana

Se ele disser que sim, ó fulana
Tratarei dos papéis, ó fulana
Se ele disser que não, ó fulana
Morrerei de paixão, ó fulana

Palma, palma, palma, ó fulana
Pé, pé, pé, ó fulana
Roda, roda, roda, ó fulana
Abraçarás quem quiser, ó fulana

Ao cantar a última quadra, batem palmas, com os pés e a garota do centro fica rodopiando. Quem for abraçada por esta última, passa então para o meio da roda na vez seguinte (Noemi Noronha. Natal, RN, 11 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Vestidinho branco

Vestidinho branco (cantiga infantil)

É uma roda de crianças com uma no meio. Cantam as da roda:

Vestidinho branco }
Prá todas sentam bem } bis

Só assenta pra dona Fulana, ó maninha }
É mais do que ninguém } bis

É mais do que ninguém }
É por dentro e é por fora } bis

É com a letra N, ô maninha }
Com quem ela namora } bis

É com quem ela namora }
E já a namorou } bis

Canta, então, a garota que está no centro da roda, para a escolhida:

Ao sair da roda, ô maninha }
A mão lhe apertou } bis

Aqui, as duas apertam as mãos e ficam assim até o final, quando se abraçam.
Continuam as duas cantando:

A mão lhe apertou }
E foi bem apertadinha } bis

Para o ano, se Deus quiser, ó maninha }
Nós vamos comer galinha } bis
Ao dizerem os últimos dois versos, todas as crianças da roda cantam também, juntamente com as duas (Noemi Noronha. Natal, RN, 15 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Venho de Recife

Venho de Recife (cantiga infantil)

É uma roda com uma criança no centro, que apenas pula e dança. enquanto as outras cantam:

Venho de Recife }
Para Maceió } bis

Encontrei dona Fulana }
De uma banda } bis

De dona Fulana }
Ninguém tenha dó } bis

Ela canta e pula }
De uma banda só } bis

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 18 de abril de 1947.

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Tororó

Tororó  (cantiga infantil) - LP Cantigas de Roda: Trio Madrigal e Trio Melodia - 1944/1948
Tom: C

   G7         C        A7          Dm
Eu fui no Tororó beber água e não achei,
             G7           G7/5+     C
Achei bela morena, que no Tororó deixei
                                A7          Dm
Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada
               G7         G7/5+      C
Se não dormir agora, dormirá de madrugada

      Em Ebm  Dm*        G7*    C
Oh, Dona Ma...ria, oh, Maria....zinha
     Am    Dm         G7   C
Entrará na roda e ficará sozinha
          Em Ebm Dm*           G7   C
- Sozinha eu não fico, nem hei de ficar
       Am    Dm         G7      C
Porque tenho Chico para ser meu par

Outra versão mais detalhada dessa cantiga de roda:

É uma ronda de crianças e uma das meninas do lado de fora. Cantam as da roda:

Eu fui ao Tororó
Beber água e não achei
Achei bela morena
Que no Tororó deixei.

Ô dona fulana.
Ô dona fulana
Entrarás na roda
E ficarás sozinha.

Aqui a menina que está fora passa para dentro da roda e canta:

Na roda não fico
Nem hei de ficar
Porque tem fulana
Para ser meu par

Fulana é o nome da criança escolhida pela que está no centro da roda. Então as duas cantam, trocando o pé, alternadamente, um para cá e outro para lá:

Tira, tira o seu pezinho
Bota aqui ao pé do meu
E depois não vá dizer
Que seu pai se arrependeu

A mamãe está me chamando
Eu não sei para que é
Se for pra varrer a casa
Varra ela se quiser

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 15 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Tengo, tengo, tengo

Tengo, tengo, tengo  (cantiga infantil)

É uma roda de crianças. Cada menina que se bota no lixo vai para dentro da roda, até a última. Aí, ficam abraçadas. Para começar, todas cantam:

Tengo, tengo, tengo.
Ó maninha,
É de carrapixo,
Vou botar Fulana.
Na lata do lixo.


Aqui, a menina escolhida vai para o centro da roda. Repete-se o verso sucessivamente, até entrar a última menina para a lata do lixo. Depois, todas cantam:

Tengo, tengo, tengo.
Ó maninha,
É de carrapixo,
Vou tirar Fulana.
Da lata do lixo.


Depois que sai a última criança, todas cantam, pulando:

Tengo, tengo, tengo
Ó maninha
É de carrapixo,
Já saímos todas
Da lata do lixo.


Informante: Ivanosca Noronha. Nata, RN, 11 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Seu lobo

Seu Lobo  (cantiga infantil)

É uma fila de meninas, de mãos dadas, e seu lobo defronte, a uma certa distância. As meninas cantam, andando pra frente e pra trás:

Vamos passear no bosque }
Enquanto seu lobo vem } bis

Perguntam:
— Está pronto, seu lobo?

O lobo responde:
— Estou tomando banho.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou me enxugando.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou vestindo a cueca.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou vestindo a calça.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou vestindo a camisa.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou calçando as meias.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou calçando os sapatos.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou botando a gravata.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou botando o paletó.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou penteando o cabelo.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Estou botando o chapéu.

As meninas:
— Vamos passear no bosque...

O lobo:
— Vou buscar a bengala.

Aqui saem todas na carreira e o lobo atrás, até pegar uma, que será o lobo na vez seguinte.

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 12 de abril de 1947.

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Siu, siu, siu...

Siu, siu, siu... (cantiga infantil)

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

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Partitura [PDF:18KB] Cifrado para o Realejo


É também uma ronda de meninas, que cantam:

Siu, siu, siu,
Venha cá, meu bem
Siu, siu, siu,
Ele vai, já vem

De tarde estava cosendo
A linha foi deu um nó
Si quiseres falar comigo,
Venha amanhã que eu estou só.

Siu, siu, siu, etc.

Cravo branco na janela
É sinal de casamento;
Menina guarda teu cravo
Que contigo eu caso sempre.

Siu, siu, siu, etc.

Alecrim da beira d'água
Deu o vento está pendendo
Amigos e camaradas
Por detrás estão nos vendendo.

Siu, siu, siu, etc.

Informante: Dona Bibi. Natal, RN, 3 de maio de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Seu tenente

Seu tenente (cantiga infantil)

As meninas ficam sentadas na beira da calçada. Passa uma pela frente delas, que é o tenente, pra lá e pra cá. Então, cantam as que estão sentadas:

Seu tenente }
Seu tenente }
Fita verde no chapéu }
As mocinha estâo dizendo }
Seu Tenente vem do céu }
bis

Canta a menina que representa o tenente:

Menina que está sentada
Se levante, dê-me a mão
Acompanhe o passo á porta
E vem atrás o capitão

O tenente e a menina que se levantou:

Ora viva, ora viva
Ora viva o capitão
Quem for bom me acompanhe
Quem for ruim não venha não

E assim vão fazendo com todas as outras, até o fim (Noemi Noronha. Natal, RN, 26 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Sereno da meia-noite

Sereno da meia-noite (cantiga infantil) - LP Brincando de Roda Vol. 2 - 1981

É uma uma roda de crianças, com uma no centro. Cantam as da roda:

Sereno da meia-noite }
Sereno da madrugada } bis

Eu caio, eu caio }
Eu caio. sereno, eu caio } bis

Responde a menina do centro:

Das filhas de minha mãe }
Sou eu a mais estimada } bis

Eu não m'importo, }
Que da amiguinha, }
Eu seja a mais desprezada } bis

Informante: Regina Barreiros. Natal, RN, 16 de maio de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Senhora Dona Sancha

Senhora Dona Sancha (cantiga infantil) - CD Músicas Folclórias Brasileiras Vol. 3

Senhora Dona Sancha,
Coberta de ouro e prata,
Descubra seu rosto,
Queremos ver sua cara.

Que anjos são esses
Que andam rodeando
De noite e de dia
Padre-Nosso, Ave-Maria.

Somos filhos de um rei
E netos de um visconde
O seu rei mandou dizer
Para todos se esconder.

Senhora dona viúva

Senhora dona viúva - (cantiga infantil)

É uma ronda de crianças, com uma no centro, que é a viúva. Cantam as meninas:

Senhora dona viúva
Com quem você quer casar
Quer casar
Se é com o filho do rei
Ou com o senhor general,
General!

A viúva responde:

Não quero nenhum desses homens,
Que não nasceu para mim
Para mim
Eu sou uma pobre viúva
Ai triste, coitada de mim,
Ai de mim!

A viúva acrescenta, escolhendo uma menina:

Vem cá, meu bem }
Vem cá, meu amor }
Amores ausentes }
Foi quem me matou }
bis

A menina escolhida passa a ser a viúva e a roda continua com a primeira quadra.

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 12 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Senhora dona Arcanjila

Senhora dona Arcanjila - (cantiga infantil)

Todas ficam de cócoras. A menina do centro põe a mão nos olhos. As da roda miam. A do meio tem um pauzinho na mão e com ele vai batendo nas outras, até conhecê-las. Cantam as da roda:

Senhora dona Arcanjila
Coberta de ouro e prata
Descubra o seu rosto
Quero ver a sua cara


Canta a do centro:

Que anjos são estes
Que estão me arrodiando
De noite e de dia
Padre Nosso, Ave Maria!

Cantam as da roda:

São filhos do rei
E netos do conde
Que eles já se escondem
Embaixo da pedra
Do anjo São Miguel


Informante: Dona Bibi. Natal, RN, 27 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

As caveiras


As caveiras (cantiga infantil) - CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados
C                     G7 
Quando relógio bate a uma, 
                            Cm
todas as caveiras saem da tumba;
                         G7
Tumbalacatumba tumbalacata
                         Cm
Tumbalacatumba tumbalacata
G7 Quando o relógio bate as duas, Cm todas as caveiras saem nas ruas; G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as três, Cm todas as caveiras jogam xadrez G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as quatro, Cm todas as caveiras pintam quadros G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as cinco, Cm todas as caveiras apertam os cintos; G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando relógio bate as seis, Cm todas as caveiras falam chinês G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as sete, Cm todas as caveiras mascam chiclete G7 Tumbalacatumba tumbalacatá Cm Tumbalacatumba tumbalacatá G7 Quando o relógio bate as oito, Cm todas as caveiras comem biscoito; G7 Tumbalacatumba tumbalacatá Cm Tumbalacatumba tumbalacatá G7 Quando o relógio bate as nove, Cm todas as caveiras cantam rock G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as dez, Cm todas as caveiras fritam pastéis; G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as onze, Cm todas as caveiras andam de bonde G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata G7 Quando o relógio bate as doze, Cm todas as caveiras fazem pose G7 Tumbalacatumba tumbalacata, Cm Tumbalacatumba tumbalacata... G7 Quando o relógio bate a uma, Cm todas as caveiras voltam pra tumba. G7 Tumbalacatumba tumbalacata Cm Tumbalacatumba tumbalacata

Eu era assim

Eu era assim (cantiga infantil) - CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados

Quando eu era nenê, nenê, nenezinho,
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era menina, menina, menina,
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era mocinha, mocinha, mocinha,
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era casada, casada, casada
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era mamãe, mamãe, mamãe
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era vovó, vovó, vovó,
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era caduca, caduca, caduca,
Eu era assim... Eu era assim...

Quando eu era caveira, caveira, caveira
Eu era assim... Eu era assim...

Boneca de lata

Boneca de lata (cantiga infantil) - CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados

Minha boneca de lata
Bateu com a cabeça no chão
Levou mais de uma hora
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa

Minha boneca de lata
Bateu com o nariz lá no chão
Levou mais de duas horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com o ombro no chão
Levou mais de três horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com o cotovelo no chão
Levou mais quatro de horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com a mão lá no chão
Levou mais de cinco horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com a barriga no chão
Levou mais de seis horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com a costas no chão
Levou mais de sete horas
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com o joelho no chão
Levou mais de oito horas
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com o pé no chão
Levou mais de nove horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Pra ficar boa!

Minha boneca de lata
Bateu com o bumbum no chão
Levou mais de dez horas
Pra fazer a arrumação
Desamassa aqui / Desamassa aqui
Pra ficar boa!

Formiguinha da roça

Formiguinha da roça (cantiga infantil) - CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados

Formiguinha da roça
Endoideceu com a dor de cabeça
Que lhe deu.

Ai pobre!
Ai, pobre formiguinha!
Põe a mão na cabeça
E faz assim... e faz assim...

O cacau

O Cacau (cantiga infantil) - CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados

Subi no tronco
Comi cacau
Joguei os caroços
Pro seu Nicolau

Ai, ai, ai, iôiô
Isto é maxambomba
Não é vapor

Corre minha gente
Já vai chuviscar
Cacau na barcaça
Não pode molhar

Garibaldi

Garibaldi (cantiga infantil) - CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados

Garibaldi foi cedinho à missa
galopando num cavalo sem espora
No caminho havia uma pedra bem roliça
tropeçou o cavalo Garibaldi pulou fora.

Garibaldi foi cedinho à missa
galopando num cavalo sem espora
No caminho havia uma pedra bem roliça
tropeçou o cavalo Garibaldi pulou fora.

Garibaldi foi cedinho à missa
galopando num cavalo sem espora
No caminho havia uma pedra bem roliça
 o cavalo tropeçou  Garibaldi lá ficou.

Periquito maracanã

Periquito maracanã (cantiga infantil) -  CD Bia Bedram - Brinquedos Cantados

Periquito maracanã
Perdeu a sua Iaiá
Faz um ano, faz um dia.
Qu'eu não vejo ela voltar.

Aqui as crianças se aproximam, até ficarem bem juntas cantando:

Ora vai chegando,
Ora vai chegando,
Ora vai chegando,
Até chegar

Aqui se afastam, ampliando a roda:

Ora vai fastando,
Ora vai fastando,
Ora vai fastando,
Até fastar

Em seguida todas pulam na roda, depois de cantar o estribilho:
Periquito maracanã, etc...

Ora vai pulando,
Ora vai pulando,
Ora vai pulando,
Até parar.

Cantam o estribilho novamente e terminam com esta quadra:

Ora vai correndo,
Ora vai correndo,
Ora vai correndo,
Até parar

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 11 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Penedo vem

Penedo vem  (cantiga infantil)

São duas rodas de crianças. Uma com duas meninas e outra com diversas. Cantam as desta última:

Penedo vai
Penedo vem
Penedo é terra
De quem quer bem

A outra roda, das duas meninas, canta chamando uma delas:

Vem cá, Fulana
Vem cá, meu bem
Você é das outras
É nossa também

A garota convidada passa para a roda menor. A roda maior repete o primeiro quarteto e assim por diante, até chamar todas, ficando duas apenas, que formarão a roda menor da próxima vez (Ivanosca Noronha. Natal, RN, 11 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Passarinho da lagoa

Passarinho da lagoa (cantiga infantil)
Interpretação de: Dircinha Batista  (cateretê/toada, 1949)

É uma roda de meninas, cantando:

Passarinho da lagoa
Se tu queres avoar
Avoa, avoa
Avoa já

O biquinho pelo chão
As asinhas pelo ar
Avoa, avoa
Avoa já

Quando dizem — O biquinho pelo chão — todas se curvam, imitando o passarinho. Quando cantam — As asinhas pelo ar — todas levantam os braços e balançam, imitando o bater das asas dos pássaros (Dulce Caldas. Natal, RN, 15 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Pai Francisco

Pai Francisco (cantiga infantil) -CD As 100 Mais da Pré Escola - Patati Patatá - Vol 2

É uma roda, com uma menina do lado de fora. Cantam as da roda:

Pai Francisco entrou na roda,
Tocando seu violão.
Tá-ram-ram-tão-tão
Vem de lá seu delegado;
Pai Francisco foi pra prisão

Aqui o Pai Francisco se aproxima, todo se requebrando. A roda continua cantando:

Como ele vem
Todo requebrado
Parece um velho
Desengonçado

Então o Pai Francisco entra na roda e escolhe outra menina, que será o Pai Francisco na vez seguinte (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 11 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Pezinho

Pezinho (cantiga infantil) - Cantiga do Folclore Brasileiro

D                      A7
(Ai bota aqui ai bota ali o teu pezinho
                                  D
O teu pezinho bem juntinho com o meu
                                  A7
Ai bota aqui ai bota ali o teu pezinho
                                      D
O teu pezinho o teu pezinho ao pé do meu)

                   A7                      D
E depois não vá dizer que você já me esqueceu
                   A7                      D
E depois não vá dizer que você já me esqueceu
( )
                       A7                     D
E no chegar deste teu corpo, uma abraço quero eu
                       A7                     D
E no chegar deste teu corpo, uma abraço quero eu
( )
                      A7                              D
Agora que estamos juntinhos, da cá um abraço e um beijinho
                      A7                              D
Agora que estamos juntinhos, da cá um abraço e um beijinho
( )
                   A7                      D
E depois não vá dizer que você já me esqueceu
                   A7                      D
E depois não vá dizer que você já me esqueceu

Olhe a rolinha

Olhe a rolinha (cantiga infantil)

É uma roda de crianças e uma menina no meio. As da roda cantam:

Olhe a rolinha / Doce, doce
Ela voou / Doce, doce
Caiu no laço / Doce, doce
Embaraçou-se / Doce, doce

A criança do centro responde, juntando o seu pé ao da menina escolhida, alternadamente:

Bota aqui, bota aqui, / O teu pezinho,
Bota aqui, bota aqui / Junto do meu
No virar, no virar / Do teu pezinho
Um abraço e um beijinho / Lhe dou eu

Informante: Emília Melo. Natal, RN, 11 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

A árvore da montanha

A árvore da montanha (infantil) - Trio Yrakitan - 1958

Acordes: C F C F C G7 C

Refrão: A árvore da montanha / Olê aí a ô (4x)

Nesta árvore tem um galho
Ó que galho! / Belo galho!
Ai ai ai que amor de galho
O galho da árvore
Neste galho tem um ninho
Ó que ninho! / Belo ninho!
Ai ai ai que amor de ninho
O ninho do galho / O galho da árvore

Neste ninho tem um ovo
Ó que ovo! / Belo ovo!
Ai Ai Ai que amor de ovo
O ovo do ninho / O ninho do galho
O galho da árvore

Neste ovo tem um pássaro
Ó que pássaro! / Belo pássaro!
Ai ai ai que amor de pássaro
O pássaro do ovo / O ovo do ninho
O ninho do galho / O galho da árvore

Nesse pássaro tem uma pena
Ó que pena! / Bela pena!
Ai ai ai que amor de pena
A pena do pássaro / O pássaro do ovo
O ovo do ninho / O ninho do galho
O galho da árvore

Nessa pena tem uma flecha
Ó que flecha! / Bela flecha!
Ai ai ai que amor de flecha
A flecha da pena / A pena do pássaro
O pássaro do ovo / O ovo do ninho
O ninho do galho / O galho da árvore

Nessa flecha tem uma fruta
Ó Que fruta! / Bela fruta!
Ai ai ai que amor de fruta
A fruta da flecha / A fecha da pena
A pena do pássaro / O pássaro do ovo
O ovo do ninho / O ninho do galho
O galho da árvore

Nessa fruta tem uma árvore
Ó Que árvore! / Bela árvore!
Ai ai ai que amor de árvore
A árvore da fruta / A fruta da flecha
A flecha da pena / A pena do pássaro
O pássaro do ovo / O ovo do ninho
O ninho do galho / O galho da árvore

A velha a fiar

A velha a fiar (infantil)

Estava a velha no seu lugar, veio a mosca lhe incomodar.
A mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a mosca no seu lugar, veio a aranha lhe fazer mal.
A aranha na mosa, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a aranha no seu lugar, veio o rato lhe fazer mal.
O rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o rato no seu lugar, veio o gato lhe fazer mal.
O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o gato no seu lugar, veio o cachorro lhe fazer mal.
O cachorro no gato, o gato no rato,
o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o cachorro no seu lugar, veio o pau lhe fazer mal.
O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato,
o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o pau no seu lugar, veio o fogo lhe fazer mal.
O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato,
o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o fogo no seu lugar, veio a água lhe fazer mal.
A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro,
o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha,
a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a água no seu lugar, veio o boi lhe fazer mal.
O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau,
o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato,
o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o boi no seu lugar, veio o homem lhe fazer mal.
O homem no boi, o boi na água, a água no fogo,
o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato,
o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava o homem no seu lugar, veio a mulher lhe incomodar.
A mulher no homem, o homem no boi, o boi na água,
a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro,
o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha,
a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Estava a mulher no seu lugar, veio a morte lhe levar.
A morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi,
o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau,
o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato,
o rato na aranha, a aranha na mosca,
a mosca na velha e a velha a fiar.

Oh! Sindô le-lê

Oh! Sindô le-lê (cantiga infantil)

É uma roda de meninas, cantando:

Oh! Sindô lê-lê
Oh! Sindô lá-lá
Oh! Sindô lê-lê
Não sou eu que caio lá


Oh! Maria quer ser freira.
Não, senhor, quero casar;
Tenho o dia pro trabalho
E a noite pra descansar


Oh! Sindô lê-lê, etc.


Menina da saia curta,
Do cabelo de retrós;
Bota a chaleira no fogo,
Vai fazer café pra nós.


Oh! Sindô lê-lê, etc.


Menina da saia verde,
Não pise neste lameiro;
Não se importe, meu senhor,
Não custou o seu dinheiro.


Oh! Sindô lê-lê, etc.


Eu subi naquele morro,
De sapato de algodão;
O sapato pegou fogo
E eu voltei de pé no chão.


Oh! Sindô lê-lê, etc.

Informante: Dulce Caldas. Natal, RN, 3 de maio de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Oh! Que belas laranjas!

Oh! Que belas laranjas! - (cantiga infantil)

É uma roda de meninas, cantando:

Oh! Que belas laranjas, }
Ó maninha } bis
De que cor são elas? }


Elas são }
Verde, amarelas }
Vira, Maninha } bis
Cor de canela }

Todas as vezes que cantam — Vira Maninha — uma das meninas se volta para fora da roda, conservando-se de mãos dadas. A ronda termina quando a última criança se volta para fora, ficando todas de costas, umas para as outras, sem soltar as mãos (Maria Nazareth Silva. Natal, RN, 22 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

O tiriri

O tiriri (cantiga infantil)

É uma fileira de meninas de mãos dadas e uma outra defronte, a certa distância, que é o Tiriri. Cantam as da fileira:

Vem cá, Tiriri, }
Vem cá, Tiriri, }
As moças te chamam }
Tu não queres vir } bis

O Tiriri vai respondendo, tantas vezes queira, até se aproximar das meninas:

Eu não vou lá não,
Eu não vou lá não.
Qu'eu peço uma esmola
Vocês não me dão.

Fecha-se a roda,com o Tiriri no centro, e as meninas cantam:

Tiriri ri-ri,
De uma banda só,
Que ele Canta e dança,
Ninguém tenha dó


Ninguém tenha pena
De dona Fulana,
Que ela canta e dança
De uma banda só

Aqui, cada uma procura se abraçar com outra, ficando sempre uma delas sem par, que será o Tiriri seguinte (Emília Melo. Natal, RN, 10 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Roda pião

Roda pião (cantiga infantil)  - LP Cantigas de Roda: Trio Madrigal e Trio Melodia - 1944/1948

Lá
O pião entrou na roda, ó pião ! (bis)
      Mi             Lá
Roda pião, bambeia pião ! (bis)  (refrão)
Lá
Sapateia no terreiro, ó pião ! (bis)
Lá
Mostra a tua figura, ó pião ! (bis)
Lá
Faça uma cortesia, ó pião ! (bis) Lá Atira a tua fieira, ó pião ! (bis) Lá Entrega o chapéu ao outro, ó pião ! (bis)

Outra versão:

É uma roda de crianças e uma do lado de fora. Cantam as da roda:

O pinhão entrou na roda }
Ô pinhão
} bis

Roda, pinhão }
Bambeia, pinhão } bis

Aqui, a criança, que está fora, passa para dentro da roda e começa a dançar, dando voltas, se requebrando, imitando o pinhão. A roda continua cantando:

Amostra tua figura }
Ô pinhão } bis

Roda, pinhão }
Bambeia, pinhão } bis

Arrasta a saia no chão }
Ô pinhão } bis

Roda, pinhão }
Bambeia, pinhão } bis

Quando cantam — Arrasta a saia no chão, etc... — a menina do centro se abaixa e procura arrastar mesmo a barra do vestido no chão. Cantam as da roda:

Entrega o chapéu à outra }
Ô pinhão } bis

Roda, pinhão }
Bambeia, pinhão } bis

Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 18 de abril de 1947

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

O baú

O baú (cantiga infantil) - CD Cantigas de Roda - Vol 1 - 1985

Uma roda e uma menina no centro. A roda canta:

Quase que perco o baú
Perco o baú
Quase que não tomo pé
Não tomo pé
Por causa de um remador
De um remador
Que remou contra a maré

Quando cheguei lá na ponte
Lá na ponte
Perguntei quem me salvou
Quem me salvou
Respondeu o reservante
O reservante
Foi quem me desembarcou
Desembarcou

Então a menina do centro fica meio ajoelhada, de mãos postas em frente da que será escolhida, e canta:

Feliz mamãe
Tenha compaixão
De ver sua filhinha
Em seu doce coração

A menina escolhida passa para o centro da roda e continua o brinquedo (Noemi Noronha. Natal, RN, 11 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

O ba-be-bi-bo-bu

O ba-be-bi-bo-bu (cantiga infantil)

É uma roda de meninas e uma delas no meio. Cantam as da roda:

O ba-be-bi-bo-bu }
Vamos todos aprender } bis

Soletrando o b-a-bá, }
Na cartilha do a-b-c } bis

A menina que está no centro da roda escolhe, mentalmente, a primeira letra do nome de uma das amiguinhas, como por exemplo o B, e canta:

O b é uma letra }
Que se escreve no a-b-c } bis

Fulana você não sabe }
Quanto eu gosto de você } bis

A menina do centro abraça a escolhida, que passa para o meio da roda. Então, recomeçam todas a cantar o primeiro verso, etc (Maria Isabel Noronha. Natal, RN, 12 de abril de 1947).

Fonte: Série de cantigas infantis brasileiras registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953).

Meu passarinho

Meu passarinho  (cantiga infantil)

Meu passarinho
Meu beija-fulô
Daí-me novas
De meu lindo amor } bis

Minha gente quer que eu diga
Seu Alceu, ele quem é
É um cravo com a rosa
No altar de São José

Fonte: Araújo, Alceu Maynard; Aricó Júnior. Cem melodias folclóricas; documentário musical nordestino (São Paulo, Ricordi, 1957, doc.45),

Meu papagaio

Meu papagaio -  (cantiga infantil) LP Edelson Moura -1985

Refrão:

Meu papagaio das asas douradas
Quem tem namorado brinca, meu papagaio
Quem tem fica sem nada, meu papagaio

Quem me dera, dera, dera, meu papagaio
Quem me dera pra mim só, meu papagaio
Me deitar na sua cama, meu papagaio
Me cobrir com seu lençol, meu papagaio

Quem tiver raiva de mim, meu papagaio
Quem não puder se vingar, meu papagaio
Bote os dentes na parede, meu papagaio
Coma barro até inchar, meu papagaio

Fonte: Araújo, Alceu Maynard; Aricó Júnior. Cem melodias folclóricas; documentário musical nordestino (São Paulo, Ricordi, 1957, doc.06)

Meu azulão

Meu azulão  (cantiga infantil)

Meu azulão, oi, paro aro aro
Avoador, oi, paro aro aro
Entrou na roda, oi, paro aro aro
Ai, meu amor, oi, paro aro aro


Eu queria ser papel
Pra voar de avião
Para ver o meu benzinho
No Colégio Diocesano


Atirei o limão verde
No fundo de uma bacia
Deu no cravo, deu na rosa
Deu na moça que eu queria

Fonte: Araújo, Alceu Maynard; Aricó Júnior. Cem melodias folclóricas; documentário musical nordestino (São Paulo, Ricordi, 1957, doc.07).

Mestre Domingues

Mestre Domingues - (cantiga infantil) - Som midi - Rondas Infantis - Jangada Brasil


Mestre Domingues } bis
E o senhor, que mais levou? } bis

Eu levei uma calça velha
Que minha sinhá fretou
Quando eu cheguei lá no baile
A calça velha se rasgou

Informante: Emília Melo. Natal, RN, 25 de dezembro de 1947.

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Mestre André

Mestre André  (cantiga infantil) - CD  Canções Infantis 1996

Fui na loja do Mestre André
e comprei um pianinho
Plim, plim, plim, um pianinho

Ai olé, ai olé
Fui na loja do Mestre André
Fui na loja do Mestre André
E comprei um violão
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho

Ui na loja do Mestre André
E comprei uma flautinha
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho

Fui na loja do Mestre André
E comprei uma corneta
Tá, tá, tá, uma corneta
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho

Fui na loja do Mestre André
E comprei uma sanfoninha
Fom, fom, fom, uma sanfoninha
Tá, tá, tá, uma corneta
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho

Lagarta pintada

Lagarta pintada (cantiga infantil) - CD Chant des enfants du Monde, vol. 15 : Le Brésil

É uma roda de crianças, cada qual pegada na orelha da outra, cantando e dançando:

Lagarta pintada / Quem foi que te pintou
Foi uma velha / Que passou por aqui
A saia da velha / Fazia poeira
Puxa lagarta / No pé da orelha

Quando as meninas dizem - Puxa lagarta no pé da orelha - puxam realmente com força na orelha das outras (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 17 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

Outras versões:

Lagarta pintada quem foi que te pintou?
foi uma menina que aqui passou
por dentro das areias levanta poeira
pega esta menina pela ponta da orelha.

Lagarta pintada quem foi que te pintou?
Foi a velha cachimbeira por aqui passou.
No tempo da areia fazia poeira, Puxa
Lagarta nessa orelha... Orelha, orelha!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Lá na ponte da Aliança

Lá na ponte da aliança (cantiga infantil) - LP Brincando de Roda - Vol .2 - 1981

As crianças, em roda, cantam:

Lá na ponte da Aliança }
Todo mundo passa } bis

E imitando o trabalho das lavadeiras, com a mão na barra da saia:

As lavadeiras fazem assim
As lavadeiras fazem assim
Tra-lá-lá-lá
Tra-lá-lá-lá

Lá na ponte da Aliança...

E coçando a cabeça:

Os pioientos fazem assim
Os pioientos fazem assim
Tra-lá-lá-lá
Tra-lá-lá-lá

E imitam os cavaleiros (galopando), os soldados (marchando), as vaidosas (botando pó), e vários outros movimentos profissionais e habituais (Informante: Noemi Noronha. Natal, RN, 13 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

La condessa

La Condessa (cantiga infantil) - CD Brincadeiras de Roda, Estórias e Canções de Ninar - 2003

Nesta cantiga de roda aparecem vários personagens: A mãe, com a filha mais moça no colo, e as restantes ficam umas de um lado e de outro, e dois cavalheiros. Então, chegam os cavalheiros e cantam:

La condessa, la condessa,
Língua de França, lei de lanceta

A mãe responde:

O que quereis, qual a condessa,
Que por ela perguntais?

Os cavalheiros:

Mandou dizer rei meu senhor,
Que das filhas que ela tem,
Lhe mandasse a mais moça,
Para eu casar com ela

A mãe:

Eu não dou as minhas filhas
No estado em que elas estão;
Nem por ouro, nem por prata,
Nem por sangue de Aragão

Os cavalheiros:

Tão alegres que viemos
E tão tristes que voltemos,
Que a filha de la condessa
Nós daqui não a levemos

A mãe:

Volta cá, bom cavalheiro
Para ser homem de bem
Escolhei neste convento
Aquela que vos convém

Os cavalheiros:

Esta quero, esta não quero
Esta come o pão da ceia
Esta carne do espeto
Esta o vinho da galheta

A mãe:

Vós levais a minha filha
Veijai o trato que lhe dão
O pão que o rei comer
O vinho que o rei beber
Ela também beberá

O cavalheiro leva então a menina escolhida, que senta a uma certa distância, e canta novamente com ele:

Assentai-vos aí menina
A coser e a bordar;
Que do Céu te há de vir
Uma agulha e um dedal

Quando eu for ao Maranhão
Hei de trazer-te um bom cordão
Se não for de ouro fino
Há de ser de um bom latão

Para trazer as outras meninas, o cavalheiro repete todos os versos e a que faz de mãe repete igualmente os seus. A última criança, que está no colo, é arrancada à força dos braços da mãe (Informante: Emília Melo. Natal, RN, 14 de abril de 1947).

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.

João da Rocha foi à pesca

João da Rocha foi à pesca (cantiga infantil) - LP Brincando de Roda - Vol .2 - 1981

As meninas ficam aos pares, de mãos dadas, e cada uma vai fazendo voltas, por cima da cabeça com os braços, sem se soltar. E cantam todas:

João da Rocha foi à pesca,
Convidou papai André;
Quando o Rocha de mergulho,
Pai André de jereré.

Fizeram boas pescadas,
Pescaram boas tainhas;
Quando vieram com fome
Foram logo à cozinha.

Depois da muqueca feita.
Pai André foi dos primeiros;
Por ser o mais guloso,
Engoliu o peixe inteiro.

Ficaram envergonhados
Na presença dos camaradas.
De ver papai André,
Com uma tainha engasgado

Informante: Dona Bibi. Natal, RN, 27 de abril de 1947.

Fonte: Extraída de uma série de cantigas infantis, registradas por Veríssimo de Melo em Rondas infantis brasileiras (São Paulo, Departamento de Cultura, 1953) - Jangada Brasil - Realejo.