Páginas

Mostrando postagens com marcador musica gaucha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musica gaucha. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ademar Silva

Ademar Silva (Ademar Marques Rataiesky), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em São Lourenço do Sul-RS, em 15 de novembro de 1943. Quando adolescente já tocava harmônica, tirando solos de seu compositor preferido Pedro Raimundo. Tocou com Teixeirinha no Rio Grande, Uruguai e Argentina.

Em 1961 gravou pela Philips Gaúcho forasteiro, de sua autoria e Leopoldo e Oito de maio, parceria com Pinheiro. No ano seguinte, lançou pela mesma gravadora, O amor que eu sonhei e Homenagem ao papai, parcerias com Leopoldo. Em 1963 gravou pela RCA as toadas Leva eu (Sodade), de Tito Neto e Alventino Cavalcânti e "Chuva do bem", de Demóstenez Gonzales.

Em 1968, lançou Rei dos pampas, composição de Raul Torres. Gravou também Vida triste, de Piraci e Lourival dos Santos. Apresentou-se em emissoras de rádio e de TV, circos, boates e teatros de diversos estados do Brasil.

Em 1975, gravou um LP pela Tropicana. Destacaram-se naquele LP, Saudades de Porto Alegre, de Roberto Stanganelli e Paraguassu, Felicidade, de Lupicínio Rodrigues, Velhas cartas, de Tonico, Tinoco e Zé Paioça e Sortes iguais, de sua autoria.

Entre 1975 e 1982, gravou quatro LPs pela Chantecler. Gravou, ainda, diversos discos pelas gravadoras PolyGram, Continental e Solo Livre.

Obras

Gaúcho forasteiro (Ademar Silva / Leopoldo), Homenagem ao papai (Ademar Silva / Leopoldo), O amor que eu sonhei (Ademar Silva / Leopoldo), Oito de maio (Ademar Silva / Pinheiro), Sortes iguais.

Discografia

Ademar Silva (1960) Phillips LP
Gaúcho forasteiro / Oito de maio (1961) Philips 78
O amor que eu sonhei / Homenagem ao papai (1962) Philips 78
Leva eu, sodade / Chuva do bem (1963) RCA Candem 78
Saudade da querência [S/D] Alvorada LP
Ademar Silva (1968) Chantecler LP
Ademar silva (1975) Tropicana LP
Ademar Silva (1976) Chantecler LP
Ademar Silva (1977) Chantecler LP
Ademar Silva (1981) Disco Tiaraju LP
Ademar Silva (1982) Chantecler LP
Ademar Silva (1983) PolyGram LP
Ademar Silva (1984) PolyGram LP
Ademar Silva (1985) PolyGram LP
Ademar Silva (1986) Continental LP
Ademar Silva (1990) Discoteca Gravações LP
Ademar Silva (1995) Solo Livre LP
Ademar Silva (1996) USA Discos LP

Fontes: http://www.musicapopular.org/ademar-silva; Dicionário Cravo Albin da MPB.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Luiz Coronel

Luiz Coronel
Luiz Coronel (Luiz de Martino Coronel), compositor e poeta, nasceu em Bagé, RS, em 16/7/1938. Em 1965 participou do I Festival de Música Regionalista, em Porto Alegre RS, com a música Terra, sol e mar (parceria com Haroldo Magi).

Em 1971, na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana RS, obteve o segundo lugar com Gaudêncio 7 Luas (com Marco Aurélio) e, em 1973, ganhou a Calhandra de Ouro, prêmio máximo do evento, com Canto de morte de Gaudêncio 7 Luas (com M. A. Vasconcelos). 

Em 1976, sua música Cordas de espinhos (com Marco Aurélio) ganhou o prêmio de projeção folclórica, no mesmo festival, e foi gravada por Fafá de Belém no mesmo ano.

Recebeu prêmios em outros festivais, como a Ciranda, pelas composições Pilchas, Gauchônia e Remembrança, entre outras, e o Festival Reponte da Canção de São Lourenço RS, pelas músicas O campo não sonha, floresce e O pai, ambas em parceria com Lenín Núñez. 

Além de trabalhar como publicitário, tem vários livros de poesia publicados, entre eles Mundaréu (Prêmio Nacional de Poesia, MEC, 1973), Os cavalos do tempo e Pirâmide noturna

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição  - 1998.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Renato Borghetti


Renato Borghetti, instrumentista, nasceu em Porto Alegre, RS, em 23/07/1963. Aos 13 anos, ganhou um acordeom simples e, aos 14, sua primeira gaita-ponto, instrumento do qual se tornaria mestre.

Conhecido como Borghetinho, é autor de músicas de vibrante sonoridade que refletem suas raízes gaúchas e mesclam xôtis, rancheira, milonga, polca, vaneira, chamamé, tango, forró, samba e baião.

Em 1984 lançou o primeiro LP pela etiqueta Sigla / RBS Discos, Renato Borghetti gaita-ponto, que vendeu 100 mil cópias e lhe rendeu o primeiro disco de ouro concedido a um LP instrumental brasileiro. 

Sua discografia inclui Renato Borghetti (RCA, 1987), Este tal de Borghettinho (BMG/RCA, 1988), Renato Borghetti (Chantecler/Continental, 1989), O melhor de Renato Borghetti (coletânea Som Livre/RBS Discos, 1990), Borghetti (Chantecler/Continental, 1991), Renato Borghetti, uma coletânea dos LPs de 1987 e 1988 (BMG, 1991), Pensa que berimbau é gaita? (RGE/RBS Discos,1992), Renato Borghetti (RGE/RBS Discos, 1993), Renato Borghetti e Hermeto Pascoal — ao vivo (Tom Brasil, 1995), Accordionist (Prestige Records, Inglaterra, 1995), Gaúcho (RGE/RBS Discos, 1996). 

Em 1987 apresentou-se na Alemanha e, no ano seguinte, participou do Free Jazz Festival, em São Paulo SP, e do Projeto Pixinguinha, no Rio de Janeiro RJ. Já tocou com Sivuca, Dominguinhos, Luís Gonzaga, Hermeto Pascoal, entre outros, e artistas internacionais como o violinista Stephane Grapelli e o contrabaixista Ron Carter. 

Em 1997 apresentou-se novamente no Free Jazz Festival, em São Paulo. Como solista, já tocou com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, de Porto Alegre, a Orquestra de Câmara de Blumenau, SC, a Orquestra de Câmara de Porto Alegre e a Orquestra de Câmara de Curitiba, PR. Realizou shows também na Argentina e EUA. 

CDs 

As vinte preferidas de Renato Borghetti, 1995, RGE 55562; Borghetti gaúcho, 1997, RGE 75822. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jaime Caetano Braun


Jaime Guilherme Caetano Braun (Timbaúva-RS, 30/1/1924 — Porto Alegre-RS, 8/7/1999) foi um renomado payador (1), radialista e poeta do Rio Grande do Sul, prestigiado também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Era conhecido como El Payador e por vezes utilizou os pseudônimos de Piraj, Martín Fierro, Chimango e Andarengo.

Jaime nasceu na Timbaúva (hoje Bossoroca), na época distrito de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões no Rio Grande do Sul. Durante sua carreira fez diversas payadas, poemas e canções, sempre ressaltando o Rio Grande do Sul, a vida campeira, os modos gaúchos e a natureza local. Sonhava em ser médico mas, tendo apenas o ensino médio, se tornou um autodidata principalmente nos assuntos da cultura sulina e remédios caseiros, pois afirmava que "todo missioneiro tem a obrigação de ser um curador".

Aos 16 anos mudou-se para Passo Fundo, onde viveria até os 19 anos. Nessa cidade, completou seus estudos no Colégio Marista Conceição e serviu ao Exercito Brasileiro. Foi membro e co-fundador da Academia Nativista Estância da Poesia Crioula, grupo de poetas tradicionalistas que se reuniu no final dos anos 50, na capital gaúcha.

Trabalhou, publicando poemas, em jornais como O Interior e A noticia (de São Luiz Gonzaga). Passa dirigir em 1948 o programa radiofônico Galpão de Estância, em São Luiz Gonzaga e em 1973 passa a participar do programa semanal Brasil Grande do Sul, na Rádio Guaíba. Na capital, o primeiro jornal a publicar seus poemas foi o A Hora, que dedicava toda semana uma página em cores aos poemas de Jaime.

Como funcionário público trabalhou no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado e ainda foi diretor da Biblioteca Pública do Estado de 1959 a 1963, aposentando-se em 1969. Na farmácia do IPASE era reconhecido pelo grande conhecimento que tinha dos remédios.

Em 1945 começa a atuar na política, participando em palanques de comício como payador. O poema O Petiço de São Borja, publicado em revistas e jornais do país, fala de Getúlio Vargas. Participa das campanhas de Ruy Ramos, com o poema O Mouro do Alegrete, como era conhecido o político e parente de Jaime. Foi Ruy Ramos, também ligado ao tradicionalismo, que lançou Jaime Caetano Braun como payador, no 1º Congresso de Tradicionalismo do Rio Grande do Sul, realizado em Santa Maria no ano de 1954.

Casou duas vezes, em 1947 com Nilda Jardim, e em 1988 com Aurora de Souza Ramos. Teve três filhos, Marco Antônio e José Raimundo do primeiro casamento, e Cristiano do segundo. Veio a falecer de parada cardíaca em 8 de julho de 1999, em Porto Alegre. Seu corpo foi velado no Palácio Piratini, sede do governo sul-riograndense, e enterrado no cemitério João XXIII, na capital do estado.


Obra

Lançou diversos livros de poesias, como Galpão de Estância (1954), De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guaxos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966), Passagens Perdidas (1966) e Pendão Farrapo (1978). Em 1990 lança Payador e Troveiro, e seis anos depois a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua ultima obra escrita. Publicou ainda um dicionário de regionalismos, Vocabulário Pampeano - Pátria, Fogões e Legendas, lançado em 1987.

Gravou CDs e discos, como Payador, Pampa, Guitarra, antológica obra em parceria com Noel Guarany. Sua ultima obra lançada em vida foi o disco Poemas Gaúchos, com sucessos como Payada da Saudade, Piazedo, Remorsos de Castrador, Cemitério de Campanha e Galo de Rinha.

Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se Bochincho, Tio Anastácio, Amargo, Paraíso Perdido, Payada a Mário Quintana e Galo de Rinha.


(1) Payada é uma forma de poesia improvisada vigente na Argentina, no Uruguai, no sul do Brasil e no Chile (onde chama-se Paya). É uma forma de repente em estrofes de 10 versos, de redondilha maior e rima ABBAACCDDC, com o acompanhamento de violão.

domingo, 3 de outubro de 2010

Ivan Taborda

Ivan Taborda nasceu em São Gabriel, RS, e iniciou sua carreira nos anos de 1958 e 1959 cantando sozinho e já fazendo humorismo em suas apresentações. Em 1974 junto de Benone Botega formou a dupla “Os Maragatos”, a primeira gravação da dupla foi “O baile do seu Amaranto”.

Consta que a dupla chegou a fazer uma apresentação musical, na época, para o presidente Geisel.

Autentica imagem gaúcha, de bombacha larga, vocabulário carregado com palavras regionais e sotaque sulino. Em suas prosas sempre gosta de ressaltar algum acontecido, contando causos muitas vezes cômicos, outros carregados de saudade.

Ex-motorista do Palácio Iguaçu nos anos 60, o gaúcho Ivan Taborda acabou encontrando seu espaço no Sudoeste do Paraná. Acordeonista e cantor, Taborda - gaúcho de vastos bigodes, aparência saudável do homem do Sul (o que o fez, inclusive, ser requisitado para muitos comerciais de televisão) tem já uma discografia ampla.

Buscando o humor e o informal em suas gravações - preferindo, aliás, algumas vezes ficar mais como contador de causos do que cantador, Taborda tem um público seguro que garante a absorção de seus discos no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Seu novo lp ("As Proezas do Pedro Bino", Chantecler) - 15º de uma carreira de muitos êxitos - alterna as suas próprias (e bem humoradas) composições - como o contrapasso que dá título ao disco, os xotes "Gaúcho de Bossoroca", a toada milongueira "Cantigas do Cruzador", a chamarrita "Minha Filha", também músicas de outros autores do Sul.

É o caso do delicioso "É Mentira Dele" do saudoso Pedro Raimundo (Imaruí, SC, 29/6/1906 - Rio de Janeiro, 9/7/1973) - intérprete regionalista cuja vida e obra acaba de merecer um ensaio do pesquisador Israel Lopes, de Santa Maria, RS - com edição prevista pela Editora Tchê!, de Porto Alegre, na série "Esses Gaúchos" (embora Pedro Raimundo fosse catarinense de nascimento).

Ivan Taborda é um intérprete e criador de forte personalidade, que sem se fixar no Nativismo - inclusive por estar há anos fora do Rio Grande do Sul - traz músicas interessantes e bem-humoradas, que merecem atenção.

Ivan Taborda - 1974 - Os Maragatos - Baile do Seu Amaranto
01 - Encilhando o Pingo 02 - Xote do Papagaio 03 - Balanço da Vanera 04 - Estância Velha 05 - Procurando Casamento 06 - Lamentos de Poeta 07 - Conto Humorístico:



Ivan Taborda - 1979 - Os Maragatos - As Pataquadas do Seu Amaranto
01 - Antigamente Era Assim 02 - Índio Muito Grosso 03 - As Mentiras do Domador 04 - Candinho Bicharedo 05 - Burrinho do Verdureiro 06 - Gauchão na Discoteca 07 - Bugio de Jaguari 08 - Saudades de Vacaria 09 - Xotes do Quero-quero 10 - Vanerão da Marca Grande 11 - Na Casa do Tio Elpidio 12 - Fuxico de Lavadeira



Ivan Taborda - 1991 - O Criador de Galinhas
01 - O Criador de Galinhas 02 - O Tempo Levou 03 - Como é Linda a Minha Bela 04 - Minha Cordeona 05 - Mais um Baile de Negro 06 - Chorando Saudade 07 - Os Cacoetes 08 - Causo dos Burros 09 - A Fina Flor da Grossura 10 - Os Velhos




Fonte: Taborda, um gaúcho de muito bom humor - Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 13 de abril de 1986.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Galanteios e milongagens

Galanteios e milongagens

1
Tua carinha mimosa,
Teu corpinho delicado
Os teus olhos feiticeiros
Me trazem abichornado.

2
Neste capão tem um bicho
Que se chama solidão
Junto dele mora um anjo
Que roubou meu coração.

3
Lá no arroio está chovendo,
No capão está trovejando
Por via daquela ingrata,
Meu coração está penando.

4
Toda volta dos arroios
Procura o seu natural;
Não sei que voltas darei
Que tu não leves a mal

5
Eu pedi a uma morena
Que me desse uma boquinha
A chinoca respondeu:
- Esta boca não é minha

6
Um beijo, quando é bem dado,
Daqueles que eu dava e dou,
Faz uma amante dizer:
— Mais outro, que esse mermou.

7
Touro xucro e cupinudo,
Sozinho tenho matado;
Só não pude inda vencer
Quem me traz todo enredado.

8
Quando estou longe de ti
E dói-me a separação,
Começo logo a berrar
Como um terneiro mamão.

9
Quando passas nas coxilhas,
As ancas se boleando,
Até as folhas ,e flores
Vão todas se requebrando.

10
O veado quando corre
Deita a orelha e vai pulando;
Meu amor, quando me enxerga,
Vem toda se requebrando

11
Assim que te vi, chinoca,
Fiquei te querendo bem,
E ando de boca fechada,
Sem dizer nada a ninguém.

12
A açucena quando nasce
Toma conta do jardim;
Também eu ando campeando
Quem tome conta de mim.

13
Adeus, meus amados pagos
Lugar onde eu passeava,
Vivia alegre e contente
Quando com meu bem estava.

14
Estou me lembrando agora
Dos pagos do meu rincão;
Amores que foram meus,
Agora de quem serão?

15
As correntezas do rio
Torcem os paus da balsa;
Tu também és inconstante
E, como as águas, és falsa.

16
Papagaio, pena verde,
Dos encontros cobrados;
Meu amor, diz se me queres,
Não me tragas enganado.

17
Andorinha do coqueiro,
Dá-me novas do meu bem,
Diz-me se é vivo ou morto,
Se está nos braços de alguém.

18
Em cima daquele cerro
Tem uma sela dourada
Para assentar meu amor
Com divisa cobrada.

19
Eu vivo tão preso ao laço
Do amor, que tu me atiras,
Que me parecem teus braços
Palanques de guajuvira!

20
Quando eu vim de lá de fora,
Oito dias de viagem;
Trocar um amor por outro?
Eu não tenho essa coragem.

21
És branca como jasmim,
Cobrada como a rosa;
Por teu amor eu daria
Minha terneira barrosa.

22
No oco de uma figueira
Achei um ninho de anu;
Para negar o que fazes,
Ninguém melhor do que tu.

23
O aguapé da Lagoa
Floresce da cor do luto;
Se é por ti que ando chorando,
Como tens o rosto enxuto?

24
Tenho o meu laço de fita
E as minhas bolas de prata;
Pois nem assim eu pealo
O coração desta ingrata.

25
Já não ando enrabichado,
Não arrasto o meu cambão;
Aos bamburrais da tristeza
Foi-se o pobre coração.

Fontes: Jangada Brasil / (Lopes Neto, João Simões. Cancioneiro gaúcho, p.111-115).

domingo, 26 de setembro de 2010

Xote laranjeira

Os Monarcas

C G7 F G F C G7 C

             C
Mas deixa estar que eu vou-me embora
                          G7
Eu vou voltar pro meu rincão
                F       G7
Pra beber água dos teus olhos
 F      C      G7  C
Sangue do teu coração


Mas deixa estar que eu vou-me embora
                          G7
Eu vou voltar pro meu rincão
                     F     G7
Que é pra comer churrasco gordo
   F     C     G7   C
E tomar mate chimarrão
Int.

Mas deixa estar que eu vou-me embora
                          G7
Eu vou-me embora pra fronteira
                     F     G7
Que é pra comer churrasco gordo
   F     C    G7    C
E tomar café de chaleira


Mas deixa estar que eu vou-me embora
                          G7
Eu vou-me embora pra fronteira
                 F     G7
Mas eu hei de levar comigo
F      C    G7   C
Este xote laranjeira
Int.

Pula daqui pula de lá
         G7
Pula do canto

Que eu daqui não me levanto
                  C
Tô danado pra brigar
Int.

Vai que vai

Os Monarcas

G D7 C G D7 G


                            D7
(Vaneira que me larga pela sala
                    C
E essa gaita quase fala
                   G           Bis
Nesse fole que se vai e vem
             D7                           G
Vai que vai vem que vem dançando com meu bem)
Int.
                                 D7
Olha o tipo do gaiteiro a corcovear
                                G
Animando esse entreveiro sem parar
                                D7     Bis
Nesse toque madrugueiro vou dançar
                              G
Com a china mais bonita do lugar

                  C                       G7
Eu te pego eu te largo eu te largo eu te pego
                                             C
A noite inteira não sossego quero só saracotear
                                          G7     Bis
Agarrado na cintura dessa china que me agrada
                                     C
Atravesso a madrugada até o dia clarear
Int. ( )

Rancheira puladinha

Os Monarcas

Bb F7 Eb Bb Eb Bb F7 Bb


                          F7
Vamos dançar esta rancheirinha
         Eb           Bb
Bem puladinha pelo salão
         Eb               Bb      Bis
Peão e prenda marcando o passo
           F7           Bb
Bem no compasso do coração

                   F7
Pula, pula, pula, pula chinoca
 Eb                Bb             Bis
Pula, pula, pula, pula peão
                    F7
Na sala faz um trenzinho
         Eb               Bb    Bis
Peão e prenda se dando a mão

    Bb7             Eb
Pra fechar a porteirinha
         F7                 Bb     Bis
Batendo forte com o pé no chão
Int.

Pago dileto

Os Monarcas

A E7 A A7 D A E7 A D A E7 A


                            
Eu parto por longos caminhos 
     D         A       E7
meu pai minha mãe atenção
                                            A
Entendam a este pedido do filho do teu coração
                                 A7              D
Não vendam os bois da carreta criados com estimação
    (D)                      A         E7                A
Não peguem as coisas que eu deixo guardadas no velho galpão     Bis
Int.
                                 D         A          E7
Não mexam na ponte da serra tem muitos bichinhos por lá
                                                    A
A toca do burro de pedra lembranças dos tempos de piá
                                  A7                  D
Não quebrem os pés de pinheiro moradas de muitos irapuás
    (D)                  A         E7             A
Não cortem as lindas palmeiras do gato cantor sabiá   Bis
Int.
                                D           A         E7
Não tirem o verde dos campos belezas que a muitos consola
                                                        A
Não colham as flores das matas as quais o perfume se enrola
                             A7                 D
Não deixem armar arapucas as aves não querem gaiolas
    (D)                 A        E7               A
Seu canto nos traz melodias que rimam ao som da viola  Bis
Int.
                                        D         A        E7
Daqui alguns tempos Deus queira que eu volte sem mágoas ilhais
                                                        A
Que eu possa abraçar novamente os velhos queridos meus pais
                                A7                D
Que eu sinta meu pago dileto feliz a cantar madrigais
       (D)                   A        E7                A
Que eu veja meu mundo de outrora com todas as coisas iguais   Bis
Int.

Olhos de Mel

Os Monarcas

(intro) Gm   D

                  D
Olhei pra duas estrelas
                     Gm
La por de traz do arvoredo
                      D
E vi dois olhos tão lindos
                     Gm
Querendo contar segredos
                        D
Fiquei contemplando a noite
                      Gm
Escutando a voz do vento
                     D
E num estante eu te vi
                      Gm
Chegando em meu pensamento
                     D
E num estante eu te vi
                      Gm
Chegando em meu pensamento

(refrão 2x)
                 D
Esta saudade menina
                         Gm
Vai doendo igual a um cinzel
                       D
Não sei viver sem o brilho
                      Gm
Destes seus olhos de mel

(intro) Gm  D 

                         D
Sempre que penso em teu nome
                        Gm
Meu coração grita em couro
                   D
E continuamos cativos
                     Gm
Do teu olhar verde ouro
                       D
Sobre um manto de silencio
                    Gm
Depositei meus desejos
                     D
De ver-te sempre comigo
                      Gm
Pra darte milhões de beijos
                    D
De verte sempre comigo
                        Gm
Pra dar-te milhoes de beijos

(refrão)

(intro) Gm  D

                       D
Pensando viajei distancias
                    Gm
Com azas de beija flor
                       D
E nem se quer me dei conta
                      Gm
Que o tempo mudou de cor
                  D
A noite se foi embora
                   Gm
E o dia chegou radiante
                       D
Trazendo restias de aurora
                      Gm
Dos teus olhos sintilantes
                        D
Trazendo restias de aurora
                       Gm
Dos teus olhos sintilantes

(refrão)

(intro) Gm  D

O vento

Os Monarcas

Num mundo com tantas doenças. 
O povo com pouca crença.
Eu venho pedir cantando 
em sentimentos e versos. 
Eu venho pedir ao vento, 
dar uma volta no universo.

( E  B7  E   B7   E ) 
Pedi ao vento que leve fartura aonde tem miséria.
Pedi ao vento que leve um beijo nos lábios dela.

O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu,
só resta agora você me entender que este vento e o nosso Deus. 

Pedi ao vento que salve os jovens perdidos nas drogas. 
Pedi ao vento que espalhe nos céus o perfume da rosa.    
Pedi ao vento que toda nação seja gloriosa. 
Pedi ao vento proteção ao filho da mãe amorosa.

O vento foi, o vento vem, será que o vento 
já me atendeu, só resta agora você
me entender que este vento e o nosso Deus.
                         
Pedi ao vento para acalmar as ondas dos sete mares. 
Pedi ao vento que leve harmonia a todos os lares.
Pedi ao vento que leve embora a impureza dos ares. 
Pedi ao vento em, orações que fiz nos altares.

O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, 
só resta agora você me entender que este 
vento e o nosso Deus. 

Pedi ao vento para nos conduzir nas estradas da vida. 
Pedi ao vento que encontre a criança desaparecida. 
Pedi ao vento que de ao doente, conforto e guarida. 
Pedi ao vento que a minha prece seja ouvida.   
             
O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, 
só resta agora você me entender que este 
vento e o nosso Deus.

Não encosta a barriguinha

Os Monarcas

C G7 C


                                           G7
Antigamente era assim numa bailanta de galpão
                                       C
A xiruzada entreverada entortava no salão
                                       G7
A xiruzada entreverada entortava no salão
                                           C  C7
Antigamente era assim numa bailanta de galpão

        F                          Bb   B    C7
(E a comadre lá num canto diz pra moça no salão
                                         F  (F# G)   Bis
Não encoste a barriguinha na fivela do peão)
Int.
                                             G7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão
                                                     C
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
                                                     G7
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
                                             C   C7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão
( )Int.
                                           G7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
                                        C
Dança a comadre Maria com o compadre José
                                        G7
Dança a comadre Maria com o compadre José
                                           C  C7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
( )Int.

Gauchesca

Os Monarcas

(intro) C G7 C

                      
Antigamente era assim 
                   G7
numa bailanta de galpão
                                       C
A xiruzada entreverada entortava no salão
                                       G7
A xiruzada entreverada entortava no salão
                                           C  C7
Antigamente era assim numa bailanta de galpão

        F                          Bb   B    C7
(E a comadre lá num canto diz pra moça no salão
                                         F  (F# G)   (bis)
Não encoste a barriguinha na fivela do peão)

(intro)
                                             G7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão
                                                     C
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
                                                     G7
E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão
                                             C   C7
No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão

(intro)
                                           G7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
                                        C
Dança a comadre Maria com o compadre José
                                        G7
Dança a comadre Maria com o compadre José
                                           C  C7
Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé

Fandangueando

Os Monarcas

A7 G F#m Em D A7 D A7 D

                                    G
Pela estrada do pampa se vamo faceirote 
batendo na marca
       A7               D               A7                 D
Emponchado de bailes e festas essa é a vida que leva Os Monarcas
                                       G
Não há chuva, frio ou mormaço que atrapalhe um só compromisso
        A7              D          A7               D
O Rio Grande está satisfeito orgulhoso do nosso serviço

        E7                 A7         E7                  A7
(No fechar da porteira do baile rebanhamos saudade e lembrança
         G                D             A7               D
Vem a aurora vestida de prenda nasce o dia pra outras andanças)

(intro)
                                       G
Nos lugares que toca Os Monarcas a peonada se alegra dançando
         A7                 D          A7               D
Chora a gaita ponteia o violão vibra a alma do pago cantando
                                G
A união do grupo Os Monarcas espelha essa terra sem luxo
         A7                D         A7             D
Surge o canto altivo e de marca exaltando o pampa gaúcho

(intro)
                                 G
Na garupa do tempo levamos o sorriso que brota amizade
           A7                   D        A7                 D
Sempre em busca de um novo horizonte deixando e levando saudade
                                    G
Que seria de nós Os Monarcas sem o povo que faz a festança
         A7                  D            A7                D
Fandangueando nos bailes costeiros no bailado da nossa esperança

Doce amargo do amor

Os Monarcas

A                       E
(Me dê um chimarrão de erva boa
                                A
Que o doce desse amargo me faz bem
               A7           D
O amargo representa uma saudade
     A          E               A    E A
E o doce o coração que ela não tem)

                               E
Cevei meu mate no romper da aurora
                             A
Chamei a china prá matear comigo
                         A7     D
Nem desconfiava que ela fora embora
           A           E      A
E esta saudade hoje é meu castigo

( )

                            E
No fim da tarde nada me consola
                              A
Tomo um amargo disfarçando a dor
                        A7  D
Largo o porongo e pego na viola
          A             E      A
Canto saudade pro meu grande amor

Desencontro

Os Monarcas


Intro: 1º verso

  Em         C         B7                       Em
Quem traz a noite nos olhos, não percebe os pirilampos
                  B7                         Em
Eu não preciso de rumos pra cavalgar pelos campos
      C       B7                    Em
Ágil como um pensamento, no meu pico ventania
               B7                       Em
Eu quero passear nos campos desses teus olhos guria

    E7           Am       D              G
A água adquire forças em cada queda que leva
     Em            Am         B7              Em
Meu olhar também vagueia toda vez que não te enxerga
    E7              Am        D                  G
Os raios do sol são forte mas branda é a luz da lua
      Em           Am        B7           E
Meu coração se incendeia de tanta saudade tua

         B7                         E
Guria ouve meu canto, parceiro das noites longas
          B7                      E
Escuta meu pensamento nas notas dessa milonga (2x)   -   intro

       Em      C   B7                        Em
As distâncias dividimos, os sofrimentos são meus
                B7                       Em
Carrego tanto carinho para trocar pelos teus
        C        B7                      Em
O amor é complemento, o desencontro é tortura
              B7                     Em
Eu não me encontro comigo vivendo em tua procura

     E7                Am         D             G
Tem mais luzes que encaminha na estrada do sentimento
         Em             Am         B7            Em
Me transporta nos teus olhos, rumo dos meus pensamentos
  E7                 Am           D             G
Depois eu empreendo viagem pra alcançar teu coração
  Em               Am         B7         E
E vou ancorar meu barco nesta última estação

         B7                         E
Guria ouve meu canto, parceiro das noites longas
         B7                      E
Escuta meu pensamento nas notas dessa milonga 
(2x)   -  intro

Cheiro de galpão

Os Monarcas

Intro: G F Em Dm C (G7 C) 
 
 
                                  G7 
Esta vaneira tem um cheiro de galpão 
                               C 
Que reascende meu olfato de guri 
          Am                    G7 
É pau-de-fogo da memória dos fogões 
                                    C 
Essência bugra que me trouxe até aqui 
 
                                Dm 
Essa vaneira tem um cheiro chimarrão 
           G7                    C 
De seiva xucra derramada no braseiro 
            Am                   G7 
Quando a fumaça do angico se mistura 
                                  C      (Bis) 
Com um odor de figueirilha no palheiro 
 
(G7 C) 
                                  G7 
Esta vaneira tem um que de quero mais 
                                  C 
Que reativa o paladar que já foi meu 
            Am                   G7 
Relembra a rapa da panela que furou 
                                C 
E no cantinho da memória se perdeu 
 
                           Dm 
Esta vaneira tem sabor de araçá 
       G7                   C 
Jabuticaba, guabiroba, ariticum 
          Am                     G7 
Por isto lembro o tempo bueno de piá 
                             C        (Bis) 
Enlambuzado de pitanga e guabijú 
 
(G7 C) 
                               G7 
Esta vaneira tem um dom de reviver 
                                C 
Fazer as cores que o tempo desbotou 
           Am                    G7 
Sentir as formas que o tato esqueceu 
                                    C 
E ser de novo o que eu fui e já não sou 
 
                                 Dm 
Esta vaneira tem um que de nostalgia 
             G7                      C 
Que traz de volta o romantismo do cantor 
       Am                         G7 
Revigorando um coração que endureceu 
                                   C   (Bis) 
E não queria mais ouvir falar de amor 
 
(G7 C)

Campeiro do Rio Grande

Os Monarcas

Intro.: Em Bm F#7 B7 Em Bm F#7 Bm 
 
Noite fechada de estrelas, 
um manto azulado ao fundo 
                                    G       F#7 
Parece encilhos celestes, no manto santo do mundo 
 
Uma saracura grita, ali na costa do mato 
                                           Bm   B7 
Perto de uma cruz atada, com lenço de maragato 
 
                   Em              A7            D 
Na peiteira do tordilho, brilha a luz de um pirilampo 
   Bm             F#7                    Bm   B7 
Parecem flores de luz, desabrochando no campo 
                      Em          A7          D 
Os grilos vão milongueando, junto ao ipê veterano 
      Bm              F#7                       Bm 
Que guarda ninho e gorjeios, na memória dos minuanos 
 
                          Em 
(Sou um campeiro do Rio Grande 
A7            D             F#7 Bm 
Acordo ao cantar dos galos 
                      F#7         Bis 
E por onde quer que eu ande 
                    Bm 
Ando sempre de à cavalo) 
Int. 
 
Manoteando o céu da sanga, o pingo escarcelha e rincha 
                                   G         F#7 
E um luzeiro de cristais, escorre na água da cincha 
 
A Dalva acorda o tropeiro, um boi se baba mugindo 
                                              Bm   B7 
Saltando um fio luminoso, desfiando prateireirismo 
 
               Em         A7              D 
Uma cordeona gaúcha, num céu campeiro de luz 
      Bm              F#7                         Bm   B7 
E eu vejo Deus de a cavalo, nessas querências do sul 
                    Em      A7              D 
No fogo a cambona chia, mateando faço uma prece 
      Bm              F#7                        Bm 
Mil graças velho Rio Grande, por tudo quanto me destes 

Brasil de bombacha

Os Monarcas

(intro 2x) D G A G A D

  D                             G
Após muito tempo guardando os limites do sul do Brasil
    A                               G      A        D
O gaúcho migrou para o norte e do norte mudou o perfil
                          D7        G
Deixou para trás a campanha e a beleza dos campos dobrados
       A                           G       A       D
E se foi a buscar nova vida numa terra de mato fechado

      Bm               F#m           G               D
(Este é o Brasil de bombacha, é a saga da raça guerreira
       Em                     D        A                D
Nos fundões dessa pátria se acha um gaúcho abrindo fronteiras)2X

(solo)
Bm F#m G D Em D A D

 D                                    G
Só quem parte é que sabe da dor, de deixar o seu pago e sua gente
      A                                G       A            D
As lembranças rebrotan ao redor só o forte consegue ir em frente
                                      G
Nos persuelos vão laços de afeto e a honra de ser o que são
      A                                 G      A        D
Os centauros das bandas do sul, povo guapo criado em galpão

(intro)

D                                      G
Ao chegar no torrão do seu gosto vão semeando alegria e respeito
    A                                G           A          D
O trabalho em seguida da fruto e o fruto é um consolo pro peito
                                  G
Mate quente ou mate gelado, chimarrão ou tererê
     A                               G          A         D
Os costumes vão sendo mesclados num país com sotaque de tchê  (2X)

 D                                  G
Quando bate a saudade daninha nos gaudérios tão longe de casa
     A                                G          A          D
A cordeona resmunga num rancho e o churrasco respinga na brasa
                                 G
No alicerce de algum CTG o Rio Grande campeiro floresce
      A                          G         A        D
Aos gaúchos de alma pioneira comovido o Brasil agradece  (3X)