Ademar Silva (Ademar Marques Rataiesky), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em São Lourenço do Sul-RS, em 15 de novembro de 1943. Quando adolescente já tocava harmônica, tirando solos de seu compositor preferido Pedro Raimundo. Tocou com Teixeirinha no Rio Grande, Uruguai e Argentina.
Em 1961 gravou pela Philips Gaúcho forasteiro, de sua autoria e Leopoldo e Oito de maio, parceria com Pinheiro. No ano seguinte, lançou pela mesma gravadora, O amor que eu sonhei e Homenagem ao papai, parcerias com Leopoldo. Em 1963 gravou pela RCA as toadas Leva eu (Sodade), de Tito Neto e Alventino Cavalcânti e "Chuva do bem", de Demóstenez Gonzales.
Em 1968, lançou Rei dos pampas, composição de Raul Torres. Gravou também Vida triste, de Piraci e Lourival dos Santos. Apresentou-se em emissoras de rádio e de TV, circos, boates e teatros de diversos estados do Brasil.
Em 1975, gravou um LP pela Tropicana. Destacaram-se naquele LP, Saudades de Porto Alegre, de Roberto Stanganelli e Paraguassu, Felicidade, de Lupicínio Rodrigues, Velhas cartas, de Tonico, Tinoco e Zé Paioça e Sortes iguais, de sua autoria.
Entre 1975 e 1982, gravou quatro LPs pela Chantecler. Gravou, ainda, diversos discos pelas gravadoras PolyGram, Continental e Solo Livre.
Obras
Gaúcho forasteiro (Ademar Silva / Leopoldo), Homenagem ao papai (Ademar Silva / Leopoldo), O amor que eu sonhei (Ademar Silva / Leopoldo), Oito de maio (Ademar Silva / Pinheiro), Sortes iguais.
Discografia
Ademar Silva (1960) Phillips LP
Gaúcho forasteiro / Oito de maio (1961) Philips 78
O amor que eu sonhei / Homenagem ao papai (1962) Philips 78
Leva eu, sodade / Chuva do bem (1963) RCA Candem 78
Saudade da querência [S/D] Alvorada LP
Ademar Silva (1968) Chantecler LP
Ademar silva (1975) Tropicana LP
Ademar Silva (1976) Chantecler LP
Ademar Silva (1977) Chantecler LP
Ademar Silva (1981) Disco Tiaraju LP
Ademar Silva (1982) Chantecler LP
Ademar Silva (1983) PolyGram LP
Ademar Silva (1984) PolyGram LP
Ademar Silva (1985) PolyGram LP
Ademar Silva (1986) Continental LP
Ademar Silva (1990) Discoteca Gravações LP
Ademar Silva (1995) Solo Livre LP
Ademar Silva (1996) USA Discos LP
Fontes: http://www.musicapopular.org/ademar-silva; Dicionário Cravo Albin da MPB.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Luiz Coronel
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Luiz Coronel |
Luiz Coronel (Luiz de Martino Coronel), compositor e poeta, nasceu em Bagé, RS, em 16/7/1938. Em 1965 participou do I Festival de Música Regionalista, em Porto Alegre RS, com a música Terra, sol e mar (parceria com Haroldo Magi).
Em 1971, na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana RS, obteve o segundo lugar com Gaudêncio 7 Luas (com Marco Aurélio) e, em 1973, ganhou a Calhandra de Ouro, prêmio máximo do evento, com Canto de morte de Gaudêncio 7 Luas (com M. A. Vasconcelos).
Em 1976, sua música Cordas de espinhos (com Marco Aurélio) ganhou o prêmio de projeção folclórica, no mesmo festival, e foi gravada por Fafá de Belém no mesmo ano.
Recebeu prêmios em outros festivais, como a Ciranda, pelas composições Pilchas, Gauchônia e Remembrança, entre outras, e o Festival Reponte da Canção de São Lourenço RS, pelas músicas O campo não sonha, floresce e O pai, ambas em parceria com Lenín Núñez.
Além de trabalhar como publicitário, tem vários livros de poesia publicados, entre eles Mundaréu (Prêmio Nacional de Poesia, MEC, 1973), Os cavalos do tempo e Pirâmide noturna.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha - 2a. Edição - 1998.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Renato Borghetti
Renato Borghetti, instrumentista, nasceu em Porto Alegre, RS, em 23/07/1963. Aos 13 anos, ganhou um acordeom simples e, aos 14, sua primeira gaita-ponto, instrumento do qual se tornaria mestre.
Conhecido como Borghetinho, é autor de músicas de vibrante sonoridade que refletem suas raízes gaúchas e mesclam xôtis, rancheira, milonga, polca, vaneira, chamamé, tango, forró, samba e baião.
Em 1984 lançou o primeiro LP pela etiqueta Sigla / RBS Discos, Renato Borghetti gaita-ponto, que vendeu 100 mil cópias e lhe rendeu o primeiro disco de ouro concedido a um LP instrumental brasileiro.
Sua discografia inclui Renato Borghetti (RCA, 1987), Este tal de Borghettinho (BMG/RCA, 1988), Renato Borghetti (Chantecler/Continental, 1989), O melhor de Renato Borghetti (coletânea Som Livre/RBS Discos, 1990), Borghetti (Chantecler/Continental, 1991), Renato Borghetti, uma coletânea dos LPs de 1987 e 1988 (BMG, 1991), Pensa que berimbau é gaita? (RGE/RBS Discos,1992), Renato Borghetti (RGE/RBS Discos, 1993), Renato Borghetti e Hermeto Pascoal — ao vivo (Tom Brasil, 1995), Accordionist (Prestige Records, Inglaterra, 1995), Gaúcho (RGE/RBS Discos, 1996).
Em 1987 apresentou-se na Alemanha e, no ano seguinte, participou do Free Jazz Festival, em São Paulo SP, e do Projeto Pixinguinha, no Rio de Janeiro RJ. Já tocou com Sivuca, Dominguinhos, Luís Gonzaga, Hermeto Pascoal, entre outros, e artistas internacionais como o violinista Stephane Grapelli e o contrabaixista Ron Carter.
Em 1997 apresentou-se novamente no Free Jazz Festival, em São Paulo. Como solista, já tocou com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, de Porto Alegre, a Orquestra de Câmara de Blumenau, SC, a Orquestra de Câmara de Porto Alegre e a Orquestra de Câmara de Curitiba, PR. Realizou shows também na Argentina e EUA.
CDs
As vinte preferidas de Renato Borghetti, 1995, RGE 55562; Borghetti gaúcho, 1997, RGE 75822.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Jaime Caetano Braun
Jaime Guilherme Caetano Braun (Timbaúva-RS, 30/1/1924 — Porto Alegre-RS, 8/7/1999) foi um renomado payador (1), radialista e poeta do Rio Grande do Sul, prestigiado também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Era conhecido como El Payador e por vezes utilizou os pseudônimos de Piraj, Martín Fierro, Chimango e Andarengo.
Jaime nasceu na Timbaúva (hoje Bossoroca), na época distrito de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões no Rio Grande do Sul. Durante sua carreira fez diversas payadas, poemas e canções, sempre ressaltando o Rio Grande do Sul, a vida campeira, os modos gaúchos e a natureza local. Sonhava em ser médico mas, tendo apenas o ensino médio, se tornou um autodidata principalmente nos assuntos da cultura sulina e remédios caseiros, pois afirmava que "todo missioneiro tem a obrigação de ser um curador".
Aos 16 anos mudou-se para Passo Fundo, onde viveria até os 19 anos. Nessa cidade, completou seus estudos no Colégio Marista Conceição e serviu ao Exercito Brasileiro. Foi membro e co-fundador da Academia Nativista Estância da Poesia Crioula, grupo de poetas tradicionalistas que se reuniu no final dos anos 50, na capital gaúcha.
Trabalhou, publicando poemas, em jornais como O Interior e A noticia (de São Luiz Gonzaga). Passa dirigir em 1948 o programa radiofônico Galpão de Estância, em São Luiz Gonzaga e em 1973 passa a participar do programa semanal Brasil Grande do Sul, na Rádio Guaíba. Na capital, o primeiro jornal a publicar seus poemas foi o A Hora, que dedicava toda semana uma página em cores aos poemas de Jaime.
Como funcionário público trabalhou no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado e ainda foi diretor da Biblioteca Pública do Estado de 1959 a 1963, aposentando-se em 1969. Na farmácia do IPASE era reconhecido pelo grande conhecimento que tinha dos remédios.
Em 1945 começa a atuar na política, participando em palanques de comício como payador. O poema O Petiço de São Borja, publicado em revistas e jornais do país, fala de Getúlio Vargas. Participa das campanhas de Ruy Ramos, com o poema O Mouro do Alegrete, como era conhecido o político e parente de Jaime. Foi Ruy Ramos, também ligado ao tradicionalismo, que lançou Jaime Caetano Braun como payador, no 1º Congresso de Tradicionalismo do Rio Grande do Sul, realizado em Santa Maria no ano de 1954.
Casou duas vezes, em 1947 com Nilda Jardim, e em 1988 com Aurora de Souza Ramos. Teve três filhos, Marco Antônio e José Raimundo do primeiro casamento, e Cristiano do segundo. Veio a falecer de parada cardíaca em 8 de julho de 1999, em Porto Alegre. Seu corpo foi velado no Palácio Piratini, sede do governo sul-riograndense, e enterrado no cemitério João XXIII, na capital do estado.
Obra
Lançou diversos livros de poesias, como Galpão de Estância (1954), De fogão em fogão (1958), Potreiro de Guaxos (1965), Bota de Garrão (1966), Brasil Grande do Sul (1966), Passagens Perdidas (1966) e Pendão Farrapo (1978). Em 1990 lança Payador e Troveiro, e seis anos depois a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua ultima obra escrita. Publicou ainda um dicionário de regionalismos, Vocabulário Pampeano - Pátria, Fogões e Legendas, lançado em 1987.
Gravou CDs e discos, como Payador, Pampa, Guitarra, antológica obra em parceria com Noel Guarany. Sua ultima obra lançada em vida foi o disco Poemas Gaúchos, com sucessos como Payada da Saudade, Piazedo, Remorsos de Castrador, Cemitério de Campanha e Galo de Rinha.
Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se Bochincho, Tio Anastácio, Amargo, Paraíso Perdido, Payada a Mário Quintana e Galo de Rinha.
Fonte: Wikipédia; Página do Gaúcho - Jayme Caetano Braun.
(1) Payada é uma forma de poesia improvisada vigente na Argentina, no Uruguai, no sul do Brasil e no Chile (onde chama-se Paya). É uma forma de repente em estrofes de 10 versos, de redondilha maior e rima ABBAACCDDC, com o acompanhamento de violão.
domingo, 3 de outubro de 2010
Ivan Taborda
Ivan Taborda nasceu em São Gabriel, RS, e iniciou sua carreira nos anos de 1958 e 1959 cantando sozinho e já fazendo humorismo em suas apresentações. Em 1974 junto de Benone Botega formou a dupla “Os Maragatos”, a primeira gravação da dupla foi “O baile do seu Amaranto”.
Consta que a dupla chegou a fazer uma apresentação musical, na época, para o presidente Geisel.
Autentica imagem gaúcha, de bombacha larga, vocabulário carregado com palavras regionais e sotaque sulino. Em suas prosas sempre gosta de ressaltar algum acontecido, contando causos muitas vezes cômicos, outros carregados de saudade.
Ex-motorista do Palácio Iguaçu nos anos 60, o gaúcho Ivan Taborda acabou encontrando seu espaço no Sudoeste do Paraná. Acordeonista e cantor, Taborda - gaúcho de vastos bigodes, aparência saudável do homem do Sul (o que o fez, inclusive, ser requisitado para muitos comerciais de televisão) tem já uma discografia ampla.
Buscando o humor e o informal em suas gravações - preferindo, aliás, algumas vezes ficar mais como contador de causos do que cantador, Taborda tem um público seguro que garante a absorção de seus discos no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Seu novo lp ("As Proezas do Pedro Bino", Chantecler) - 15º de uma carreira de muitos êxitos - alterna as suas próprias (e bem humoradas) composições - como o contrapasso que dá título ao disco, os xotes "Gaúcho de Bossoroca", a toada milongueira "Cantigas do Cruzador", a chamarrita "Minha Filha", também músicas de outros autores do Sul.
É o caso do delicioso "É Mentira Dele" do saudoso Pedro Raimundo (Imaruí, SC, 29/6/1906 - Rio de Janeiro, 9/7/1973) - intérprete regionalista cuja vida e obra acaba de merecer um ensaio do pesquisador Israel Lopes, de Santa Maria, RS - com edição prevista pela Editora Tchê!, de Porto Alegre, na série "Esses Gaúchos" (embora Pedro Raimundo fosse catarinense de nascimento).
Ivan Taborda é um intérprete e criador de forte personalidade, que sem se fixar no Nativismo - inclusive por estar há anos fora do Rio Grande do Sul - traz músicas interessantes e bem-humoradas, que merecem atenção.
Fonte: Taborda, um gaúcho de muito bom humor - Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 13 de abril de 1986.
Consta que a dupla chegou a fazer uma apresentação musical, na época, para o presidente Geisel.
Autentica imagem gaúcha, de bombacha larga, vocabulário carregado com palavras regionais e sotaque sulino. Em suas prosas sempre gosta de ressaltar algum acontecido, contando causos muitas vezes cômicos, outros carregados de saudade.
Ex-motorista do Palácio Iguaçu nos anos 60, o gaúcho Ivan Taborda acabou encontrando seu espaço no Sudoeste do Paraná. Acordeonista e cantor, Taborda - gaúcho de vastos bigodes, aparência saudável do homem do Sul (o que o fez, inclusive, ser requisitado para muitos comerciais de televisão) tem já uma discografia ampla.
Buscando o humor e o informal em suas gravações - preferindo, aliás, algumas vezes ficar mais como contador de causos do que cantador, Taborda tem um público seguro que garante a absorção de seus discos no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Seu novo lp ("As Proezas do Pedro Bino", Chantecler) - 15º de uma carreira de muitos êxitos - alterna as suas próprias (e bem humoradas) composições - como o contrapasso que dá título ao disco, os xotes "Gaúcho de Bossoroca", a toada milongueira "Cantigas do Cruzador", a chamarrita "Minha Filha", também músicas de outros autores do Sul.
É o caso do delicioso "É Mentira Dele" do saudoso Pedro Raimundo (Imaruí, SC, 29/6/1906 - Rio de Janeiro, 9/7/1973) - intérprete regionalista cuja vida e obra acaba de merecer um ensaio do pesquisador Israel Lopes, de Santa Maria, RS - com edição prevista pela Editora Tchê!, de Porto Alegre, na série "Esses Gaúchos" (embora Pedro Raimundo fosse catarinense de nascimento).
Ivan Taborda é um intérprete e criador de forte personalidade, que sem se fixar no Nativismo - inclusive por estar há anos fora do Rio Grande do Sul - traz músicas interessantes e bem-humoradas, que merecem atenção.
Ivan Taborda - 1974 - Os Maragatos - Baile do Seu Amaranto
01 - Encilhando o Pingo 02 - Xote do Papagaio 03 - Balanço da Vanera 04 - Estância Velha 05 - Procurando Casamento 06 - Lamentos de Poeta 07 - Conto Humorístico:
Ivan Taborda - 1979 - Os Maragatos - As Pataquadas do Seu Amaranto
Ivan Taborda - 1991 - O Criador de Galinhas
01 - Encilhando o Pingo 02 - Xote do Papagaio 03 - Balanço da Vanera 04 - Estância Velha 05 - Procurando Casamento 06 - Lamentos de Poeta 07 - Conto Humorístico:
Ivan Taborda - 1979 - Os Maragatos - As Pataquadas do Seu Amaranto
01 - Antigamente Era Assim 02 - Índio Muito Grosso 03 - As Mentiras do Domador 04 - Candinho Bicharedo 05 - Burrinho do Verdureiro 06 - Gauchão na Discoteca 07 - Bugio de Jaguari 08 - Saudades de Vacaria 09 - Xotes do Quero-quero 10 - Vanerão da Marca Grande 11 - Na Casa do Tio Elpidio 12 - Fuxico de Lavadeira
Ivan Taborda - 1991 - O Criador de Galinhas
01 - O Criador de Galinhas 02 - O Tempo Levou 03 - Como é Linda a Minha Bela 04 - Minha Cordeona 05 - Mais um Baile de Negro 06 - Chorando Saudade 07 - Os Cacoetes 08 - Causo dos Burros 09 - A Fina Flor da Grossura 10 - Os Velhos
Veja também: A música gaúcha ou nativista, Califórnia da Canção Nativa, Cifras de músicas gaúchas, Dicionário regionalista, Gaúcho da Fronteira, Conjuntos ou grupos gaúchos, Dilu Melo, Ivan Taborda, Ovídio Chaves, Os Monarcas, Os Serranos, Pedro Raimundo e Teixeirinha.
Fonte: Taborda, um gaúcho de muito bom humor - Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 13 de abril de 1986.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Galanteios e milongagens
Galanteios e milongagens
Fontes: Jangada Brasil / (Lopes Neto, João Simões. Cancioneiro gaúcho, p.111-115).
1 Tua carinha mimosa, Teu corpinho delicado Os teus olhos feiticeiros Me trazem abichornado. 2 Neste capão tem um bicho Que se chama solidão Junto dele mora um anjo Que roubou meu coração. 3 Lá no arroio está chovendo, No capão está trovejando Por via daquela ingrata, Meu coração está penando. 4 Toda volta dos arroios Procura o seu natural; Não sei que voltas darei Que tu não leves a mal 5 Eu pedi a uma morena Que me desse uma boquinha A chinoca respondeu: - Esta boca não é minha 6 Um beijo, quando é bem dado, Daqueles que eu dava e dou, Faz uma amante dizer: — Mais outro, que esse mermou. 7 Touro xucro e cupinudo, Sozinho tenho matado; Só não pude inda vencer Quem me traz todo enredado. 8 Quando estou longe de ti E dói-me a separação, Começo logo a berrar Como um terneiro mamão. 9 Quando passas nas coxilhas, As ancas se boleando, Até as folhas ,e flores Vão todas se requebrando. 10 O veado quando corre Deita a orelha e vai pulando; Meu amor, quando me enxerga, Vem toda se requebrando 11 Assim que te vi, chinoca, Fiquei te querendo bem, E ando de boca fechada, Sem dizer nada a ninguém. 12 A açucena quando nasce Toma conta do jardim; Também eu ando campeando Quem tome conta de mim. 13 Adeus, meus amados pagos Lugar onde eu passeava, Vivia alegre e contente Quando com meu bem estava. 14 Estou me lembrando agora Dos pagos do meu rincão; Amores que foram meus, Agora de quem serão? 15 As correntezas do rio Torcem os paus da balsa; Tu também és inconstante E, como as águas, és falsa. 16 Papagaio, pena verde, Dos encontros cobrados; Meu amor, diz se me queres, Não me tragas enganado. 17 Andorinha do coqueiro, Dá-me novas do meu bem, Diz-me se é vivo ou morto, Se está nos braços de alguém. 18 Em cima daquele cerro Tem uma sela dourada Para assentar meu amor Com divisa cobrada. 19 Eu vivo tão preso ao laço Do amor, que tu me atiras, Que me parecem teus braços Palanques de guajuvira! 20 Quando eu vim de lá de fora, Oito dias de viagem; Trocar um amor por outro? Eu não tenho essa coragem. 21 És branca como jasmim, Cobrada como a rosa; Por teu amor eu daria Minha terneira barrosa. 22 No oco de uma figueira Achei um ninho de anu; Para negar o que fazes, Ninguém melhor do que tu. 23 O aguapé da Lagoa Floresce da cor do luto; Se é por ti que ando chorando, Como tens o rosto enxuto? 24 Tenho o meu laço de fita E as minhas bolas de prata; Pois nem assim eu pealo O coração desta ingrata. 25 Já não ando enrabichado, Não arrasto o meu cambão; Aos bamburrais da tristeza Foi-se o pobre coração.
Fontes: Jangada Brasil / (Lopes Neto, João Simões. Cancioneiro gaúcho, p.111-115).
domingo, 26 de setembro de 2010
Xote laranjeira
Os Monarcas
C G7 F G F C G7 C C Mas deixa estar que eu vou-me embora G7 Eu vou voltar pro meu rincão F G7 Pra beber água dos teus olhos F C G7 C Sangue do teu coração Mas deixa estar que eu vou-me embora G7 Eu vou voltar pro meu rincão F G7 Que é pra comer churrasco gordo F C G7 C E tomar mate chimarrão Int. Mas deixa estar que eu vou-me embora G7 Eu vou-me embora pra fronteira F G7 Que é pra comer churrasco gordo F C G7 C E tomar café de chaleira Mas deixa estar que eu vou-me embora G7 Eu vou-me embora pra fronteira F G7 Mas eu hei de levar comigo F C G7 C Este xote laranjeira Int. Pula daqui pula de lá G7 Pula do canto Que eu daqui não me levanto C Tô danado pra brigar Int.
Vai que vai
Os Monarcas
G D7 C G D7 G D7 (Vaneira que me larga pela sala C E essa gaita quase fala G Bis Nesse fole que se vai e vem D7 G Vai que vai vem que vem dançando com meu bem) Int. D7 Olha o tipo do gaiteiro a corcovear G Animando esse entreveiro sem parar D7 Bis Nesse toque madrugueiro vou dançar G Com a china mais bonita do lugar C G7 Eu te pego eu te largo eu te largo eu te pego C A noite inteira não sossego quero só saracotear G7 Bis Agarrado na cintura dessa china que me agrada C Atravesso a madrugada até o dia clarear Int. ( )
Rancheira puladinha
Os Monarcas
Bb F7 Eb Bb Eb Bb F7 Bb F7 Vamos dançar esta rancheirinha Eb Bb Bem puladinha pelo salão Eb Bb Bis Peão e prenda marcando o passo F7 Bb Bem no compasso do coração F7 Pula, pula, pula, pula chinoca Eb Bb Bis Pula, pula, pula, pula peão F7 Na sala faz um trenzinho Eb Bb Bis Peão e prenda se dando a mão Bb7 Eb Pra fechar a porteirinha F7 Bb Bis Batendo forte com o pé no chão Int.
Pago dileto
Os Monarcas
A E7 A A7 D A E7 A D A E7 A Eu parto por longos caminhos D A E7 meu pai minha mãe atenção A Entendam a este pedido do filho do teu coração A7 D Não vendam os bois da carreta criados com estimação (D) A E7 A Não peguem as coisas que eu deixo guardadas no velho galpão Bis Int. D A E7 Não mexam na ponte da serra tem muitos bichinhos por lá A A toca do burro de pedra lembranças dos tempos de piá A7 D Não quebrem os pés de pinheiro moradas de muitos irapuás (D) A E7 A Não cortem as lindas palmeiras do gato cantor sabiá Bis Int. D A E7 Não tirem o verde dos campos belezas que a muitos consola A Não colham as flores das matas as quais o perfume se enrola A7 D Não deixem armar arapucas as aves não querem gaiolas (D) A E7 A Seu canto nos traz melodias que rimam ao som da viola Bis Int. D A E7 Daqui alguns tempos Deus queira que eu volte sem mágoas ilhais A Que eu possa abraçar novamente os velhos queridos meus pais A7 D Que eu sinta meu pago dileto feliz a cantar madrigais (D) A E7 A Que eu veja meu mundo de outrora com todas as coisas iguais Bis Int.
Olhos de Mel
Os Monarcas
(intro) Gm D D Olhei pra duas estrelas Gm La por de traz do arvoredo D E vi dois olhos tão lindos Gm Querendo contar segredos D Fiquei contemplando a noite Gm Escutando a voz do vento D E num estante eu te vi Gm Chegando em meu pensamento D E num estante eu te vi Gm Chegando em meu pensamento (refrão 2x) D Esta saudade menina Gm Vai doendo igual a um cinzel D Não sei viver sem o brilho Gm Destes seus olhos de mel (intro) Gm D D Sempre que penso em teu nome Gm Meu coração grita em couro D E continuamos cativos Gm Do teu olhar verde ouro D Sobre um manto de silencio Gm Depositei meus desejos D De ver-te sempre comigo Gm Pra darte milhões de beijos D De verte sempre comigo Gm Pra dar-te milhoes de beijos (refrão) (intro) Gm D D Pensando viajei distancias Gm Com azas de beija flor D E nem se quer me dei conta Gm Que o tempo mudou de cor D A noite se foi embora Gm E o dia chegou radiante D Trazendo restias de aurora Gm Dos teus olhos sintilantes D Trazendo restias de aurora Gm Dos teus olhos sintilantes (refrão) (intro) Gm D
O vento
Os Monarcas
Num mundo com tantas doenças. O povo com pouca crença. Eu venho pedir cantando em sentimentos e versos. Eu venho pedir ao vento, dar uma volta no universo. ( E B7 E B7 E ) Pedi ao vento que leve fartura aonde tem miséria. Pedi ao vento que leve um beijo nos lábios dela. O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, só resta agora você me entender que este vento e o nosso Deus. Pedi ao vento que salve os jovens perdidos nas drogas. Pedi ao vento que espalhe nos céus o perfume da rosa. Pedi ao vento que toda nação seja gloriosa. Pedi ao vento proteção ao filho da mãe amorosa. O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, só resta agora você me entender que este vento e o nosso Deus. Pedi ao vento para acalmar as ondas dos sete mares. Pedi ao vento que leve harmonia a todos os lares. Pedi ao vento que leve embora a impureza dos ares. Pedi ao vento em, orações que fiz nos altares. O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, só resta agora você me entender que este vento e o nosso Deus. Pedi ao vento para nos conduzir nas estradas da vida. Pedi ao vento que encontre a criança desaparecida. Pedi ao vento que de ao doente, conforto e guarida. Pedi ao vento que a minha prece seja ouvida. O vento foi, o vento vem, será que o vento já me atendeu, só resta agora você me entender que este vento e o nosso Deus.
Não encosta a barriguinha
Os Monarcas
C G7 C G7 Antigamente era assim numa bailanta de galpão C A xiruzada entreverada entortava no salão G7 A xiruzada entreverada entortava no salão C C7 Antigamente era assim numa bailanta de galpão F Bb B C7 (E a comadre lá num canto diz pra moça no salão F (F# G) Bis Não encoste a barriguinha na fivela do peão) Int. G7 No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão C E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão G7 E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão C C7 No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão ( )Int. G7 Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé C Dança a comadre Maria com o compadre José G7 Dança a comadre Maria com o compadre José C C7 Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé ( )Int.
Gauchesca
Os Monarcas
(intro) C G7 C Antigamente era assim G7 numa bailanta de galpão C A xiruzada entreverada entortava no salão G7 A xiruzada entreverada entortava no salão C C7 Antigamente era assim numa bailanta de galpão F Bb B C7 (E a comadre lá num canto diz pra moça no salão F (F# G) (bis) Não encoste a barriguinha na fivela do peão) (intro) G7 No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão C E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão G7 E tem quem dance a noite inteira até descascar o garrão C C7 No repicar de uma vaneira dança prenda e o peão (intro) G7 Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé C Dança a comadre Maria com o compadre José G7 Dança a comadre Maria com o compadre José C C7 Redemoinhando pela sala Tia Marica bate o pé
Fandangueando
Os Monarcas
A7 G F#m Em D A7 D A7 D G Pela estrada do pampa se vamo faceirote batendo na marca A7 D A7 D Emponchado de bailes e festas essa é a vida que leva Os Monarcas G Não há chuva, frio ou mormaço que atrapalhe um só compromisso A7 D A7 D O Rio Grande está satisfeito orgulhoso do nosso serviço E7 A7 E7 A7 (No fechar da porteira do baile rebanhamos saudade e lembrança G D A7 D Vem a aurora vestida de prenda nasce o dia pra outras andanças) (intro) G Nos lugares que toca Os Monarcas a peonada se alegra dançando A7 D A7 D Chora a gaita ponteia o violão vibra a alma do pago cantando G A união do grupo Os Monarcas espelha essa terra sem luxo A7 D A7 D Surge o canto altivo e de marca exaltando o pampa gaúcho (intro) G Na garupa do tempo levamos o sorriso que brota amizade A7 D A7 D Sempre em busca de um novo horizonte deixando e levando saudade G Que seria de nós Os Monarcas sem o povo que faz a festança A7 D A7 D Fandangueando nos bailes costeiros no bailado da nossa esperança
Doce amargo do amor
Os Monarcas
A E (Me dê um chimarrão de erva boa A Que o doce desse amargo me faz bem A7 D O amargo representa uma saudade A E A E A E o doce o coração que ela não tem) E Cevei meu mate no romper da aurora A Chamei a china prá matear comigo A7 D Nem desconfiava que ela fora embora A E A E esta saudade hoje é meu castigo ( ) E No fim da tarde nada me consola A Tomo um amargo disfarçando a dor A7 D Largo o porongo e pego na viola A E A Canto saudade pro meu grande amor
Desencontro
Os Monarcas
Intro: 1º verso Em C B7 Em Quem traz a noite nos olhos, não percebe os pirilampos B7 Em Eu não preciso de rumos pra cavalgar pelos campos C B7 Em Ágil como um pensamento, no meu pico ventania B7 Em Eu quero passear nos campos desses teus olhos guria E7 Am D G A água adquire forças em cada queda que leva Em Am B7 Em Meu olhar também vagueia toda vez que não te enxerga E7 Am D G Os raios do sol são forte mas branda é a luz da lua Em Am B7 E Meu coração se incendeia de tanta saudade tua B7 E Guria ouve meu canto, parceiro das noites longas B7 E Escuta meu pensamento nas notas dessa milonga (2x) - intro Em C B7 Em As distâncias dividimos, os sofrimentos são meus B7 Em Carrego tanto carinho para trocar pelos teus C B7 Em O amor é complemento, o desencontro é tortura B7 Em Eu não me encontro comigo vivendo em tua procura E7 Am D G Tem mais luzes que encaminha na estrada do sentimento Em Am B7 Em Me transporta nos teus olhos, rumo dos meus pensamentos E7 Am D G Depois eu empreendo viagem pra alcançar teu coração Em Am B7 E E vou ancorar meu barco nesta última estação B7 E Guria ouve meu canto, parceiro das noites longas B7 E Escuta meu pensamento nas notas dessa milonga (2x) - intro
Cheiro de galpão
Os Monarcas
Intro: G F Em Dm C (G7 C) G7 Esta vaneira tem um cheiro de galpão C Que reascende meu olfato de guri Am G7 É pau-de-fogo da memória dos fogões C Essência bugra que me trouxe até aqui Dm Essa vaneira tem um cheiro chimarrão G7 C De seiva xucra derramada no braseiro Am G7 Quando a fumaça do angico se mistura C (Bis) Com um odor de figueirilha no palheiro (G7 C) G7 Esta vaneira tem um que de quero mais C Que reativa o paladar que já foi meu Am G7 Relembra a rapa da panela que furou C E no cantinho da memória se perdeu Dm Esta vaneira tem sabor de araçá G7 C Jabuticaba, guabiroba, ariticum Am G7 Por isto lembro o tempo bueno de piá C (Bis) Enlambuzado de pitanga e guabijú (G7 C) G7 Esta vaneira tem um dom de reviver C Fazer as cores que o tempo desbotou Am G7 Sentir as formas que o tato esqueceu C E ser de novo o que eu fui e já não sou Dm Esta vaneira tem um que de nostalgia G7 C Que traz de volta o romantismo do cantor Am G7 Revigorando um coração que endureceu C (Bis) E não queria mais ouvir falar de amor (G7 C)
Campeiro do Rio Grande
Os Monarcas
Intro.: Em Bm F#7 B7 Em Bm F#7 Bm Noite fechada de estrelas, um manto azulado ao fundo G F#7 Parece encilhos celestes, no manto santo do mundo Uma saracura grita, ali na costa do mato Bm B7 Perto de uma cruz atada, com lenço de maragato Em A7 D Na peiteira do tordilho, brilha a luz de um pirilampo Bm F#7 Bm B7 Parecem flores de luz, desabrochando no campo Em A7 D Os grilos vão milongueando, junto ao ipê veterano Bm F#7 Bm Que guarda ninho e gorjeios, na memória dos minuanos Em (Sou um campeiro do Rio Grande A7 D F#7 Bm Acordo ao cantar dos galos F#7 Bis E por onde quer que eu ande Bm Ando sempre de à cavalo) Int. Manoteando o céu da sanga, o pingo escarcelha e rincha G F#7 E um luzeiro de cristais, escorre na água da cincha A Dalva acorda o tropeiro, um boi se baba mugindo Bm B7 Saltando um fio luminoso, desfiando prateireirismo Em A7 D Uma cordeona gaúcha, num céu campeiro de luz Bm F#7 Bm B7 E eu vejo Deus de a cavalo, nessas querências do sul Em A7 D No fogo a cambona chia, mateando faço uma prece Bm F#7 Bm Mil graças velho Rio Grande, por tudo quanto me destes
Brasil de bombacha
Os Monarcas
(intro 2x) D G A G A D D G Após muito tempo guardando os limites do sul do Brasil A G A D O gaúcho migrou para o norte e do norte mudou o perfil D7 G Deixou para trás a campanha e a beleza dos campos dobrados A G A D E se foi a buscar nova vida numa terra de mato fechado Bm F#m G D (Este é o Brasil de bombacha, é a saga da raça guerreira Em D A D Nos fundões dessa pátria se acha um gaúcho abrindo fronteiras)2X (solo) Bm F#m G D Em D A D D G Só quem parte é que sabe da dor, de deixar o seu pago e sua gente A G A D As lembranças rebrotan ao redor só o forte consegue ir em frente G Nos persuelos vão laços de afeto e a honra de ser o que são A G A D Os centauros das bandas do sul, povo guapo criado em galpão (intro) D G Ao chegar no torrão do seu gosto vão semeando alegria e respeito A G A D O trabalho em seguida da fruto e o fruto é um consolo pro peito G Mate quente ou mate gelado, chimarrão ou tererê A G A D Os costumes vão sendo mesclados num país com sotaque de tchê (2X) D G Quando bate a saudade daninha nos gaudérios tão longe de casa A G A D A cordeona resmunga num rancho e o churrasco respinga na brasa G No alicerce de algum CTG o Rio Grande campeiro floresce A G A D Aos gaúchos de alma pioneira comovido o Brasil agradece (3X)
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