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segunda-feira, 29 de maio de 2006

Escolta de vagalumes

Regional ou Sertaneja, A música

Escolta de vagalumes - Luiz Carlos Garcia e Zezety
Tom: A
Intro: (A) Bm E7 A D E7 A


   A              E7          F#m A7  
Voltando pra minha terra eu renasci
D A7 D
Nos anos que fiquei distante acho que morri
E7 D A
Morri de saudade dos pais irmãos e companheiros
E7
Ao cair da tarde no velho terreiro
D A
Agente cantava as mais lindas canções
E7 D A
Viola afinada e na voz dueto perfeito
E7
Lá eu não cantava doia meu peito
D E7 A
Na cidade grande só tive ilusões

REFRÃO

       E           E7          F#m
Mas voltei, mas voltei, eu voltei
E7 D A
E ao passar na porteira a mata o perfume
E7
Eu fui escoltado pelos vagalumes
D A
Pois era uma linda noite de luar

       E7                     F#m
Mas chorei, mas chorei, eu chorei
E7 D A
Ao ver meus pais meus irmãos vindo ao meu encontro
E7
A felicidade misturou meu pranto
(D) (E7) A
Com o orvalho da noite deste meu lugar

Introdução: (A)  Bm E7 A A7 D E7 A

   A             E7                F#m   A7
Ganhei dinheiro lá fora mas foi tudo em vão
D A7 D
A natureza é meu mundo, eu sou o sertão
E7 D A
Correr pelos campos floridos feito um menino
E7
Esquecer as magoas e os desatinos
D A
Que a vida lá fora me proporcionou
E7 D A
Ouvir sabiá cantando e a juriti
E7
E a felicidade de um bem-ti-vi
(D) (E7) A
Que parece dizer meu amigo voltou

Mágoa de boiadeiro

Regional ou Sertaneja, A música

Mágoa de boiadeiro - Nonô Basílio e Índio Vago
Introdução: G, A7, D, A7, D

A7 G D
Antigamente nem em sonho existia
A7 D
tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
A7 G D
A gente usava quatro ou cinco sinueiros
A7 D D7
prá trazer o pantaneiro no rodeio da boiada
G D
Mas hoje em dia tudo é muito diferente
Em A7 D D7
com progresso nossa gente nem sequer faz uma idéia
G A7 D
Que entre outros fui peão de boiadeiro
A7 D
por esse chão brasileiro os heróis da epopéia

A7 G D
Tenho saudade de rever nas currutelas as mocinhas
A7 D
nas janelas acenando uma flor
A7 G D
Por tudo isso eu lamento e confesso que
D
a marcha do progresso é a minha grande dor
G D
Cada jamanta que eu vejo carregada
Em A7 D D7
transportando uma boiada me aperta o coração
G A7 D G
E quando eu vejo minha tralha pendurada de tristeza
A7 D
dou risada prá não chorar de paixão


Introdução: G, A7, D, A7, D

A7 G D
O meu cavalo relinchando pasto a fora
A7 D
certamente também chora na mais triste solidão
A7 G D
Meu par de esporas meu chapéu de aba larga
A7 D D7
uma bruaca de carga o meu lenço e o facão
G D
O velho basto o meu laço de mateiro
Em D D7
o polaco e o cargueiro o meu lenço e o gibão
G A7 D
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro
A7 D
deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão

A7 G D
Não sou poeta, sou apenas um caipira
A7 D
e o tema que me inspira é a fibra de peão
A7 G D
Quase chorando meditando nesta mágoa
A7 D D7
rabisquei estas palavras e saiu esta canção
G D
Canção que fala da saudade das pousadas
Em A7 D D7
que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão
G A7 D
Saudade louca de ouvir um som manhoso
A7 D
de um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.